{"id":974,"date":"2015-11-05T19:30:35","date_gmt":"2015-11-05T18:30:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/wordpress-2020\/archiv\/outono-lusofono-leitura-com-manuel-jorge-marmelo\/"},"modified":"2026-07-26T12:48:17","modified_gmt":"2026-07-26T10:48:17","slug":"outono-lusofono-leitura-com-manuel-jorge-marmelo","status":"publish","type":"archivbeitrag","link":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/arquivo\/outono-lusofono-leitura-com-manuel-jorge-marmelo\/","title":{"rendered":"Outono lus\u00f3fono: Leitura com Manuel Jorge Marmelo"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Manuel Jorge Marmelo: <em>Eine tausendmal wiederholte L\u00fcge (Uma mentira mil vezes repetida)<br><\/em><\/strong>Tradu\u00e7\u00e3o de Michael Kegler<br>(editora A1, 2015)<\/p>\n\n\n\n<p>A um aposentado de 36 anos, a viver no Porto, n\u00e3o apetece escrever um livro, apesar de almejar tornar-se um escritor famoso e conseguir reconhecimento p\u00fablico. Assim decide-se a compilar textos de outros, fazer deles um livro, ao qual d\u00e1 um t\u00edtulo promissor e que leva consigo para todo o lado. Nos transportes p\u00fablicos aborda os outros passageiros, chama-lhes a aten\u00e7\u00e3o para o calhama\u00e7o de 1200 p\u00e1ginas e conta-lhes ou l\u00ea-lhes de l\u00e1 as hist\u00f3rias mais mirabolantes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Manuel Jorge Marmelo<\/strong>, na esteira de grandes nomes como Borges, Pessoa ou Calvino, brinca com o que \u00e9 ou n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o &#8230; E, no entanto, \u00e9 um jogo s\u00e9rio, pois Oscar Schidinski, o suposto autor de \u201eCidade Conquistada\u201c, um judeu oriundo da Hungria, junta em si e \u00e0 sua volta as piores barbaridades do s\u00e9culo XX, a experi\u00eancia do terror, da fuga e do ex\u00edlio. Ao mesmo tempo o narrador entretem os passageiros com factos e situa\u00e7\u00f5es que, por um lado os divertem, por outro os provocam. A figura do narrador lembra os que andavam pelas feiras a apregoar e a vender historietas e que atrav\u00e9s da imagina\u00e7\u00e3o faziam as pessoas esquecer as agruras do quotidiano. Fica em aberto se a literatura consegue hoje libertar-nos de uma comodidade let\u00e1rgica. Pelo menos este romance tem o cond\u00e3o de nos conduzir por um labirinto de mundos fict\u00edcios, sempre na corda bamba entre a verdade e a mentira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Manuel Jorge Marmelo <\/strong>nasceu no Porto em 1971. Logo muito cedo come\u00e7ou a escrever para o jornal \u201eP\u00fablico\u201c. Em 1997 foi publicada a sua primeira novela, em 1999 o primeiro romance. Desde a\u00ed publicou duas d\u00fazias de t\u00edtulos que incluem romances, contos, pe\u00e7as de teatro e livros infantis. Em fevereiro de 2014 o romance <em>Uma mentira mil vezes repetida<\/em> foi galardoado com o pr\u00e9mio \u201eCorrentes d\u00b4Escritas\/ Casino da P\u00f3voa\u201c. Depois de em 2012 ter perdido o emprego como jornalista, escreveu o romance <em>O tempo morto \u00e9 um bom lugar<\/em>. Agora tem de novo um emprego como assessor de imprensa na C\u00e2mara Municipal de Matosinhos. Vive no Porto.<\/p>\n\n\n\n<p>O tradutor e moderador<strong> Michael Kegler<\/strong> nasceu em 1967 em Gie\u00dfen e passou uma parte da inf\u00e2ncia na Lib\u00e9ria e no Brasil. \u00c9 jornalista e livreiro e, desde os finais dos anos 90 traduz do portugu\u00eas, por exemplo romances de Jos\u00e9 Eduardo Agualusa, Jo\u00e3o Paulo Cuenca ou Luiz Ruffato. Em 2014 foi agraciado com o pr\u00e9mio de tradu\u00e7\u00e3o Straelener da funda\u00e7\u00e3o Kunststiftung NRW.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No autocarro um homem leva consigo um romance que n\u00e3o escreveu, mas antes comp\u00f4s a partir de textos de outrem. Diz-se seu autor e l\u00ea de l\u00e1 passagens a quem viaja com ele, pois deseja obter sucesso e tornar-se c\u00e9lebre. Como leitores vamos seguindo com curiosidade, entre o prazer e o espanto, hist\u00f3rias enredadas e um pouco loucas, acontecidas ao longo do s\u00e9culo XX em v\u00e1rios lugares do mundo.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":664,"template":"","meta":{"_acf_changed":true,"inline_featured_image":false},"categories":[33],"autor":[141,195],"land":[43],"jahr":[125],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/archivbeitrag\/974"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/archivbeitrag"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/archivbeitrag"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/664"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=974"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=974"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=974"},{"taxonomy":"land","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/land?post=974"},{"taxonomy":"jahr","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/jahr?post=974"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}