{"id":1929,"date":"2022-06-08T00:07:32","date_gmt":"2022-06-07T22:07:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/?post_type=termin&#038;p=1929"},"modified":"2022-11-22T11:37:11","modified_gmt":"2022-11-22T10:37:11","slug":"exposicao-over-the-mine","status":"publish","type":"termin","link":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/programacao\/exposicao-over-the-mine\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o: Over (the) Mine"},"content":{"rendered":"\n<p>Em ingl\u00eas, a palavra \u201emine\u201c pode ser traduzida tanto como espa\u00e7o de extra\u00e7\u00e3o mineral quanto como pronome possessivo. Como territ\u00f3rio explorado e tamb\u00e9m como uma materializa\u00e7\u00e3o do self, &#8220;mine&#8221; \u00e9 o centro de uma estrutura capitalista e seus padr\u00f5es.&nbsp;<br><br>Em uma mistura de homenagem e manifesto, a exposi\u00e7\u00e3o <strong>Over (The) Mine<\/strong> convida o p\u00fablico a refletir sobre as profundezas obscuras da minera\u00e7\u00e3o e a partir da\u00ed redesenhar os mapas de destrui\u00e7\u00e3o para abrir espa\u00e7os para outras realidades.<br><br>Que as minas acabem, e n\u00e3o as vidas. Que a ideia ego\u00edsta do que \u00e9 &#8220;meu&#8221; mude. Que o futuro de ontem possa superar as paisagens dolorosas.&nbsp;<br><br>Desenvolvidas especificamente para Munique, as obras chegam ao p\u00fablico na cidade onde acontece o julgamento de um dos crimes humanos e ambientais mais graves da hist\u00f3ria recente:&nbsp;Em 2019 na cidade de Brumadinho, Brasil, uma barragem de min\u00e9rio se rompeu, matando 272 pessoas e quil\u00f4metros de fauna e flora. A empresa que garantiu a seguran\u00e7a da barragem \u00e9 sediada em Munique e nega judicialmente sua responsabilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, grandes bancos alem\u00e3es investem atualmente em mineradoras que est\u00e3o diretamente envolvidas em conflitos ambientais e humanos no Brasil. Neste contexto, a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um alerta e um apelo \u00e0 a\u00e7\u00e3o, afinal, apesar das dist\u00e2ncias f\u00edsicas e simb\u00f3licas, as decis\u00f5es tomadas por pa\u00edses europeus atualizam a era colonialista afetando diretamente outros territ\u00f3rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>As artistas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Isadora Canela <\/strong>\u00e9 uma cineasta e artista visual brasileira de renome internacional. Ap\u00f3s graduar-se na Universidade de Vi\u00e7osa\/Brasil e especializar-se na Universidade das Artes de Londres (UAL), ela ganhou o Pr\u00eamio Expocom no maior congresso nacional de m\u00eddia do Brasil por seu ensaio fotogr\u00e1fico <em>Vitrine<\/em> sobre a viol\u00eancia contra as mulheres. Ela lan\u00e7ou recentemente o curta-metragem <em>Linhas T\u00eanues<\/em> sobre o trabalho escravo na ind\u00fastria da moda, que tem sido exibido em festivais ao redor do mundo. Atualmente ela est\u00e1 trabalhando no longa-metragem <em>Na Sombra do Sol<\/em> sobre o conhecimento astron\u00f4mico dos povos ind\u00edgenas. O tema de seu trabalho \u00e9 sempre a arte como um meio de mudar as estruturas sociais, ecol\u00f3gicas e pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Junto com os outros artistas convidados atuais da Ebenb\u00f6ckhaus, ela est\u00e1 pesquisando e trabalhando sobre o tema da explora\u00e7\u00e3o de minas e seus trabalhadores no estado de Minas Gerais e os efeitos resultantes sobre a terra, a sociedade e a democracia no Brasil. Ap\u00f3s anos de coleta de material, elas est\u00e3o agora tentando materializar este trabalho na forma de uma instala\u00e7\u00e3o art\u00edstico-sensorial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lis Haddad<\/strong>, nascida em Belo Horizonte\/Brasil em 1981, &nbsp;\u00e9 artista visual e designer de j\u00f3ias. Desde 2017 ela vem compartilhando seu tempo entre o Brasil e a \u00c1sia e pesquisando pr\u00e1ticas manuais para descobrir o modo como o artesanato e a joalheria corporal se tornam ferramentas para a descoloniza\u00e7\u00e3o do design e da est\u00e9tica. Entre seus muitos trabalhos destaca-se a coordena\u00e7\u00e3o do Departamento de Joalheria e Design da Funda\u00e7\u00e3o da Arch College of Design and Business, Jaipur\/India (2017-2018), tendo desenvolvido e orientando o laborat\u00f3rio de processo criativo \u2018A J\u00f3ia Expandida\u2018 (2015-2018) e dirigido a arte do document\u00e1rio <em>Concrete Dreams: Skating Niemeyer<\/em>. Ela faz parte do coletivo de artistas MI(EA)NING.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thais Paiva<\/strong>, o terceiro membro do coletivo de artistas M(EA)NING, vive atualmente em Berlim como fot\u00f3grafa e arquiteta. Seu trabalho \u00e9 baseado em extensa pesquisa entre \u00c1sia e Oceania, combinada com filosofias de planejamento urbano para usar a arte e a arquitetura como uma ferramenta de inclus\u00e3o social. Seus trabalhos de v\u00eddeo e fotografia, assim nos ensaios fotogr\u00e1ficos <em>Tofu Artes\u00e3o Apoiando Gera\u00e7\u00f5es<\/em> ou <em>Crian\u00e7as Perdidas em um Labirinto de Trabalho Escravo<\/em>, t\u00eam o objetivo de provocar discuss\u00f5es sobre crescimento e responsabilidade, com a esperan\u00e7a em reformas que reduzam as desigualdades sociais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma mistura de comemora\u00e7\u00e3o e manifesto, a exposi\u00e7\u00e3o Over (The) Mine de Isadora Canela, Lis Haddad e Tha\u00eds Machado, tr\u00eas artistas do Brasil, convida o p\u00fablico a refletir sobre o lado mais escuro da minera\u00e7\u00e3o e a partir desse lugar reordenar os &#8220;mapas de destrui\u00e7\u00e3o&#8221; e abrir novas perspectivas.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":1918,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false},"categories":[65,28],"autor":[295,293,294],"land":[72],"jahr":[280],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/termin\/1929"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/termin"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/termin"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1918"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1929"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1929"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=1929"},{"taxonomy":"land","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/land?post=1929"},{"taxonomy":"jahr","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lusofonia-muenchen.de\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/jahr?post=1929"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}