Martín Lanz und Mario Lopes investigam o impacto no corpo em contextos culturais culturalmente estranhos. A performance é concebida como um disco de dois lados: o lado A kodex reflete sobre os nossos códigos sociais de comportamento, processos de adaptação física e momentos de confrontação com o corpo que é percebido como estranho pela língua, cor da pele ou comportamento. No lado B feedback as experiências corporais são reproduzidas tecnicamente e através do som e surge um diálogo entre o eco da parte A e os corpos dos performer.
A seguir, artistas, especialistas e público irão debater sobre corpos estranhos.
Entrada: 18/10 €
Theater HochX München
Entenbachstraße 37
Tel. 089 / 90 155 102
www.theater-hochx.de
Performance com Aída Arely, Guinho Nascimento, Rubens Oliveira | Coreográfia: Mario Lopes, Martín Lanz | Música: Denilson Oliveira, Paulo Monarco, Dandara Modesto | Audio/Video: Victor Pardinho Sound: Florian Tuercke | Produção: Clara Holzheimer
O coreógrafo brasileiro Mario Lopes apresenta de 18 a 20 de maio com a plattformPLUS – uma plataforma de intervenções artísticas e encontro internacional – performances de dança e discussões sobre corpos estranhos, racismo e conflitos com normas.
PROGRAMA:
Movimento I, parado é suspeito
Sábado, 20.05.2017 às 20:00 horas
Uma produção da plattformPLUS em cooperação com Tanztendenz München e.V.
Com o apoio do Instituto Goethe Munique, do departamento cultural da cidade de Munique, de Lusofonia e.V. e da fundação Friedrich Ebert. O bailarino Guinho Nascimento é artist-in-residence no Ebenböckhaus da cidade de Munique.
A peça foi criada durante a residência artística em 2016 na Villa Waldberta da cidade de Munique.


Patrícia Melo nasceu em 1962, em São Paulo. Escreve romances desde 1994 que têm merecido prêmios ao longo dos anos. Num estilo muito próprio, ela consegue focar suas narrativas sobre a realidade das mega-cidades brasileiras. A trama sempre se desenvolve cheia de tensão e a psicologia dos personagens é analisada com verve e humor. A violência urbana e a corrupção, mais do que pano de fundo, constituem a temática de sua prosa.
O romance Fogo-Fátuo de 2014, foi publicado na Alemanha em 2016 na editora Tropen Buchverlag e traduzido por Barbara Mesquita. Ele dá uma boa panorâmica do mundo dos seriais televisivos, dos blogues das estrelas e dos reality shows. A princípio assistimos à última cena duma peça de teatro em que o protagonista se mata. Mas terá sido mesmo suicídio ou afinal homicídio, pois haveria quem tivesse interesse na morte do ator, por exemplo sua namorada, querendo herdar dinheiro ou tirar vantagem para prestígio próprio. Uma comissária, ela mesma em crise familiar, faz as investigações, porém com alguma dificuldade, pois os colegas são lentos ou trabalham contra ela. Por todo o lado a violência espreita e, mais uma vez, Patrícia Melo consegue traçar em seu estilo enxuto e direto aspetos do cotidiano brasileiro.
Voz alemã: Thomas Kraft
Tradução e moderação: Luísa Costa Hölzl
Entrada: 10 €
Livraria Glatteis, Corneliusstr. 31
Reservas: Tel. 089/ 201 48 44
www.glatteis-krimi.de
Um evento organizado pela livraria Glatteis – Die Kriminalbuchhandlung em colaboração com LUSOFONIA e.V. e com o apoio do Departamento Cultural da Cidade de Munique
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Uma explosão de energia e alegria, um show impressionante, e sem dúvida uma música estimulante. Flavia Coelho mistura melodias emocionais, grooves leves e descontraídos, ritmos de festa latina e folk. Em seu novo album “Sonho Real” se encontram influências de forró, Ragga, ritmos de Ska e Dub. A voz de Flavia brilha sobre os sons de instrumentos de sopro, guitarra, piano, percussão, baixo e acordeão.
Tendo a música brasileira como base, ela inventa novas estruturas de som. Mais do que em seu primeiro album “Bossa Muffin”, o segundo disco “Mundo Meu” retomou suas raízes, contando de suas vivências durante sua adolescência nas favelas do Rio de Janeiro. Na França, sua pátria adotiva, Flavia Coelho já se tornou uma estrela na área latino-americana e vem a Munique tocar pela segunda vez .
Entrada: 18€ VVK (sem taxas) / 22 € AK
a partir das 19:30 horas, concerto 20:30 horas
Muffatwerk, Ampere
Zellstr. 7
www.muffatwerk.de
Um evento do Muffatwerk
Com o apoio de LUSOFONIA e.V., Funkhaus Europa, Kulturnews e Riddim
O projeto de Luiz Ruffato, Inferno Provisório, composto por cinco romances, recria um retrato histórico do Brasil, acompanhando o país desde a sociedade agrária dos anos 50 até nossa época pós-industrial, da perspectiva dos que até hoje não têm tido voz própria na literatura brasileira: os trabalhadores comuns. O seu “romance coletivo pela ótica de indivíduos” mistura perspectivas e tempos narrativos, obedece mais à ordem subjetiva do conto oral e da memória do que a uma cronologia, entrelaçando o acontecido com o falado, e assim criando uma fascinante colagem textual.
Os dois primeiros volumes, Mamma, son tanto felice e O mundo Inimigo, já foram publicados em tradução alemã. O terceiro volume, Vista parcial da noite, publicado em alemão na primavera de 2017, concentra-se nos anos 70, na ditatura militar, na música popular e no pretenso progresso do interior brasileiro, onde tudo está coberto com mais poeira do que nas atraentes metrópoles.
Luiz Ruffato é um dos escritores mais importantes do Brasil, sendo seus romances já considerados clássicos modernos. O realismo capitalista o torna num grande narrador do presente. Ruffato dá aos imigrantes e aos sem-terra, aos caçadores da sorte e aos desiludidos uma voz. A sua obra é editada na Alemanha na editora Assoziation A (Berlim/Hamburgo). O escritor e o seu tradutor Michael Kegler receberam em 2016 o prêmio internacional Hermann Hesse.
Com chôrinho brasileiro por Henrique de Miranda Rebouças.
Um evento da Lusofonia e.V., com o apoio do departamento cultural da cidade de Munique
Roupa leve, um andar baloiçado, virtuosidade e muita alegria: os cinco músicos da banda Bavaschôro de Munique conhecem bem o estilo de vida brasileiro. Em dias de sol, eles transformam ruas e cafés em lugarzinhos cariocas, tocando aqui na Baviera nos seus instrumentos chôro brasileiro. No Einstein, eles vão apresentar o seu primeiro disco (2016).
Bavaschôro são cinco rapazes, todos músicos profissionais, provindos de vários gêneros e diferentes tradições musicais: O guitarrista Henrique de Miranda Rebouças no seu violão de 7 cordas e o saxofonista e compositor Marcio Schuster são brasileiros. Os irmãos Ludwig (percussão, corneta, tuba) e Xaver Himpsl (fliscorne), membros do grupo „Unterbiberger Hofmusik“, levam ao chôro influências da música bávara e do jazz. Luís Maria Hölzl – meio português, meio bávaro – toca guitarra portuguesa e interpreta peças clássicas sulamericanas.