Programação

Gilsons

Segunda-feira, 27 de julho de 2026, 20:30 hrs

“Gilsons” – essa é a banda de Francisco, João e José Gil, filho e netos do lendário Gilberto Gil. Desde sua fundação, em 2018, eles vêm escrevendo uma história de sucesso única. Comprometidos com o patrimônio cultural da diversificada cena musical brasileira, o grupo combina gêneros como a Música Popular Brasileira, o samba, o reggae e os ritmos baianos com o pop contemporâneo.

Desde seu primeiro álbum, “Pra Gente Acordar” — que logo recebeu uma indicação ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa —, os Gilsons conquistaram um lugar de destaque no cenário musical brasileiro e internacional, combinando elementos da MPB com um toque contemporâneo.

Os Gilsons não abandonam o que veio antes deles, tendo a vivência numa família de músicos influído em sua musicalidade, em seu percurso como grupo. No trabalho autoral incluem elementos da cultura afro-baiana, do candomblé, das rodas de música que sempre fizeram parte do universo da família Gil. Eles criam uma poesia sonora que recupera raízes, porém aberta à modernidade, com uma linguagem própria e atual. E assim, apoiados nas influências dos grandes nomes da MPB e fazendo releituras de músicas de repertórios de certo modo já clássicos, vão construindo sua identidade.

Depois de esgotarem os espetáculos com seu primeiro álbum no Brasil e em todo o mundo, os Gilsons partem em 2026 em turnê mundial com um novo álbum para apresentar seus sucessos mais recentes.

Venda antecipada: € 41,50 (taxas incluídas) / Bilheteria: € 42
Abertura das portas às 19h30, início às
Os ingressos estão disponíveis aqui

Lugar: Muffathalle
Zellstr. 7

Mais informações: https://www.muffatwerk.de/de/events/view/7927/gilsons

Um evento do Muffatwerk com o apoio da LUSOFONIA e.V.

Daniela mercury

Terça-feira, 21 de julho de 2026, 20 hrs

No âmbito das comemorações dos 33 anos do Muffatwerk, Daniela Mercury se apresentará pela primeira vez em Munique. A artista, ícone da música brasileira, vencedora de inúmeros prêmios, considerada a rainha da Música Popular Brasileira e do Axé, é admirada e apreciada por sua capacidade de combinar as mais diversas tradições musicais.

A versátil cantora, compositora e produtora, nascida em Salvador, é considerada a rainha da Música Popular Brasileira e do Axé. Desde 1990, Daniela Mercury lançou quatorze álbuns de estúdio e participou de inúmeros outros projetos. A ascensão mundial do axé foi impulsionada pela voz de Daniela, especialmente com o sucesso de “O Canto da Cidade”, em 1992, que levou os ritmos de samba-reggae de Neguinho do Samba ao cenário mundial. 

Em 2025, ela encantou o público com a música “É Terreiro” e com seu álbum “Cirandaia Luxo”, que os críticos têm elogiado como obra-prima. A artista aborda aqui temas concretos e urgentes, como justiça climática, paz e o pertencimento aos ancestrais. Como o próprio título sugere ( “Cirandaia” refere-se a uma dança de roda popular, a ciranda), este álbum tem como tema a cultura brasileira, o espírito comunitário e a força das mulheres, e combina gêneros como o samba-reggae e o forró com o galope e o piseiro, além de elementos do rock, do kuduro e da música eletrônica.

A carreira internacional de Daniela Mercury é deveras impressionante: só em 2025, ela realizou 26 turnês internacionais, incluindo uma turnê pela Europa que passou por 12 cidades. Em 2022, ela atraiu mais de 100 mil pessoas para uma única apresentação no Porto, em Portugal.

Como bailarina de formação clássica, Daniela Mercury revolucionou os palcos ao fundir o balé clássico com a dança afro-brasileira e a dança moderna. Ela é aclamada por sua maestria técnica e sua capacidade de apresentar arranjos complexos que combinam em simultâneo dança e canto.

Sua dedicação artística, aliada a um empenho incansável pela causa LGBTQ+ e pelos direitos humanos, além de seu engajamento como ativista e embaixadora da UNICEF e da ONU, a tornam conhecida e querida. Ao longo de sua carreira, ela recebeu inúmeros e diversos prêmios, entre eles o Grammy Latino em 2007 por “Balé Mulato”.

Ingresso: Pré-venda 44 € mais taxas / Bilheteria € 52
Abertura das portas a partir das 19h
Os ingressos estão disponíveis aqui

Lugar: Muffathalle,
Zellstr. 7

Mais informações: https://www.muffatwerk.de/de/events/view/8081/daniela-mercury

Um evento do Muffatwerk com o apoio da LUSOFONIA e.V.

“Hoje sou um horizonte / Heute bin ich ein Horizont” – Leitura e exposição

Quinta-feira, 25 de junho de 2026, 19:30 hrs

Nesta viagem poética e ilustrativa ao Brasil, serão lidos poemas de onze autores e autoras brasileiros, traduzidos pela primeira vez para a língua alemã. A leitura será acompanhada por recitações em vídeo pelos próprios poetas e por ilustrações originais do livro, que poderão ser vistas numa pequena exposição.
Com o organizador Leonardo Tonus, a tradutora Lilli-Hannah Hoepner & special guests
Moderação: Martin Pflanzer

Hoje sou um horizonte / De jasmim com mar / E assim nem mais importa / que não esteja nos teus planos / ir até o mar  (…)

Mariana Ianelli, autora destas linhas, é uma das onze vozes brasileiras da antologia de poesia bilingue que será apresentada no Bellevue di Monaco: Heute bin ich ein Horizont. Hoje sou um horizonte (Hagebutte Verlag 2026). A seleção dos poemas, publicados pela primeira vez em alemão, esteve a cargo do poeta e professor de literatura Leonardo Tonus. Para tal, ele escolheu com grande sensibilidade nomes mais ou menos consagrados, incluindo, entre outros, poetas como Adriana Lisboa e Tarso de Melo, Edimilson de Almeida Pereira e Sony Ferseck. O objetivo declarado do organizador desta antologia era dar a conhecer um panorama da produção poética atual. Com esta delicada seleção de poemas contemporâneos, cujos contextos, temas e formas são tão diferentes quanto variados, ele consegue retratar a diversidade literária, cultural e étnica do Brasil.

21 ilustradores e ilustradoras interpretam os poemas transformando a poesia dos textos em imagens, desenhos e aguarelas, do figurativo ao abstrato, em traços delicados ou superfícies coloridas.

Lilli-Hannah Hoepner traduziu os poemas para alemão, em intenso diálogo com as autoras e os autores.

Leonardo Tonus e Lilli-Hannah Hoepner apresentam a antologia, num evento moderado pelo editor da editora Hagebutte, Martin Pflanzer.

Leonardo Tonus, nascido em São Paulo, é professor de Literatura Brasileira na Sorbonne. Vive há 30 anos em França e trabalha nas áreas de literatura brasileira contemporânea, teoria literária e literatura comparada, com foco especial sobre migração. Publicou vários livros de poesia. Em 2023, o seu livro de poesia Diários em mar aberto foi publicado na tradução de Lilli-Hannah Hoepner com o título Aufzeichnungen von hoher See pela editora Hagebutte.

Lilli-Hannah Hoepner estudou direção na Escola de Teatro Otto Falckenberg, em Munique. Trabalhou como assistente de direção nos teatros Münchner Kammerspiele e Schauspiel Frankfurt e, desde então, atua como diretora independente em vários teatros municipais alemães e, também, regularmente no Brasil. Trabalha como roteirista de diálogos e diretora de dobragem, bem como tradutora.

Entrada a partir das 19 horas

Bellevue di Monaco
Rückgebäude, salão, 1o andar

Müllerstraße 2
80469 München

Entrada: 10 €

Um evento da editora Hagebutte Verlag em cooperação com Bellevue di Monaco e Lusofonia e.V.

“Uma questão de liberdade” – Contos da Guiné-Bissau

Quinta-feira, 26 de março de 2026, 19 hrs

A antologia Der Pitangabaum der Nachbarin (antologia original publicada sob o título Fora de Jogo) oferece uma visão sobre a Guiné-Bissau e a sua literatura. Este pequeno país multiétnico que fica na costa ocidental africana e foi antiga colónia portuguesa, revela-se aqui através de cinco vozes literárias em toda a sua diversidade cultural e social.

Renate Heß, organizadora e uma das tradutoras, apresenta os doze contos. Moderação: Luísa Costa Hölzl.

São diversas as vozes que se juntam à minha e que, não raras vezes, se afirmam como vidas alheias, de sotaques em sotaques, de pronúncias em pronúncias, de dialetos em dialetos. (Waldir Araújo)

O protagonista deste conto de Waldir Araújo reencontra através da loucura a sua liberdade. Na antologia Fora de Jogo (“Der Pitangabaum der Nachbarin” é o título da tradução alemã) a questão da liberdade é analisada e discutida sob os mais diversos aspetos por cinco vozes literárias. Waldir Araújo, Amadú Dafé, Edson Incopté, Claudiany Pereira e Marinho de Pina são exemplos da pluralidade literária da Guiné-Bissau. Os seus romances, contos, poemas e livros infantis foram várias vezes premiados. Eles movem-se entre vários continentes, cultivam contactos internacionais e desenvolvem atividades em contextos literários, académicos e políticos, tanto no país como na diáspora.

Renate Heß, organizadora e uma das tradutoras, apresenta os doze contos da coletânea que foi publicada em 2019 com o título original Fora de Jogo pela editora Ku Si Mon, em Bissau, e foi lá que as tradutoras a descobriram, quase por acaso. Pela primeira vez, o público alemão terá acesso a uma região do mundo certamente desconhecida para a maioria. Os temas giram em torno de histórias familiares, sonhos e planos de vida frustrados, tradição e desenraizamento, injustiças e lutas pela liberdade.

Renate Heß estudou Filologia Alemã, História e Ciências Políticas na Universidade de Heidelberg. De 1983 a 1988, foi professora do DAAD em Portugal. Desde então, tem publicado ensaios e programas de rádio sobre literatura lusófona e traduzido do português, mais recentemente, entre ourtas, obras de Abdulai Sila da Guiné-Bissau, como a peça de teatro Dois tiros e um riso (2021) ou o conto Os dias de Kubukaré (2023).

Moderação: Luísa Costa Hölzl

Lugar: Stadtbibliothek Neuhausen
Nymphenburger Str. 171b
80634 München

Entrada livre

Um evento da bibiblioteca de Neuhausen/Munique em cooperação com a associação cultural Lusofonia e.V.

“Ainda temos muito passado pela frente” – o mundo lusófono e a sua literatura

Quinta-feira, 12 de março de 2026, 19 hrs.

Que livros de autores e autoras que escrevem em português foram publicados recentemente em alemão? Quais os nomes que devíamos conhecer além dos célebres, como Mia Couto ou Clarice Lispector? Será que nas culturas lusófonas estão surgindo novos movimentos? E de que forma o legado colonial nelas se expressa?

Luísa Costa Hölzl e Wanda Jakob apresentam obras de vozes conhecidas, outras novas, e uma ou outra redescoberta.

Considerando que mais de 240 milhões de pessoas falam português em todo o mundo, em mais de uma dúzia de países em quatro continentes, podemos imaginar como são ricas e diversificadas as literaturas do mundo da lusofonia. De imediato, vêm-nos à cabeça nomes sonoros como Fernando Pessoa, Clarice Lispector, José Saramago ou Mia Couto. Mas haverá mais autores e autoras por descobrir? Que livros de escritores e escritoras que escrevem em português foram publicados recentemente em alemão? E como se expressa a herança colonial nas literaturas lusófonas?

Luísa Costa Hölzl e Wanda Jakob apresentam obras traduzidas para o alemão, tanto de autores canónicos como de novas vozes, e algumas redescobertas. Destacam o papel fundamental dos tradutores como mediadores e agentes culturais, bem como o trabalho de associações culturais como a Lusofonia e.V., que se dedicam à divulgação das culturas de língua portuguesa.

Lugar: Biblioteca da Casa da Literatura de Munique
Salvatorplatz 1
80333 München

U4/U5 Odeonsplatz

Entrada: 12 € / desconto: 9 €
Bilhetes podem ser comprados aqui

Evento em cooperação com o Münchner Übersetzer-Forum e.V. e a Stiftung Literaturhaus.