zeppelinpoético
Literatura brasileira em Munique

Seidlvilla, Nicolaiplatz 1b,
Entrada 8 € / 10 €
Mediação e leitura do texto alemão: Michael Kegler

No âmbito do ciclo literário ZEPPELINpoético – literatura brasileira em Munique 

Em seu primeiro romance Eles eram muitos cavalos o escritor brasileiro Luiz Ruffato traça em 69 pequenos textos um retrato caleidoscópico da metrópole São Paulo, com todo seu brilho, miséria, hipocrisia e dor.

Luiz Ruffato não se passeia como flâneur pela metrópole brasileira, antes faz zapping entre as mais variadas cenas, em cortes rápidos as histórias correm como num filme. E no meio ao ruído geral fazem-se ouvir vozes individuais. As imagens urbanas revelam a história dum país marcado por violência e desenraizamento. Cada texto tem uma voz própria, um tom próprio, uma cor social específica. Com precisão quase paranoica Luiz Ruffato capta poeticamente os sons, os cheiros, as cores, as angústias da megalópole de 22 milhões de habitantes construindo assim o retrato perturbador duma sociedade fragmentada.

Um livro que lateja como o coração (Le Figaro Littéraire).

Luiz Ruffato nasceu em 1961 em Cataguases, Minas Gerais. Trabalhou como vendedor e mecânico e estudou jornalismo. O primeiro romance Eles eram muitos cavalos recebeu críticas entusiastas e o prémio Machado de Assis da Biblioteca Nacional do Brasil. Entre 2005 e 2011 Luiz Ruffato escreveu a série Inferno provisório em cinco volumes (a partir de 2013 em alemão com o título Provisorische Hölle a publicar na Editora Assoziation A). O escritor vive em São Paulo.

O tradutor Michael Kegler nasceu em 1967 em Gießen e passou uma parte da infância na Libéria e no Brasil. É jornalista e livreiro e, desde os finais dos anos 90 traduz do português.

Organizado por: LUSOFONIA e.V., Editora Assoziation A, com o apoio do departamento de cultura da cidade de Munique
LH München Kulturreferat

e do Ministério da Cultura do Brasil / Fundação Biblioteca Nacional

Luiz Ruffato Es waren viele Pferde
Traduzido por Michael Kegler
Assoziation A, Hamburgo/Berlim, publicado em outubro de 2012

No âmbito do ciclo STANDPUNKT.e a Tanztendenz apresentou com o apoio da LUSOFONIA e.V. o coreógrafo e bailarino Ricardo Iazzetta de São Paulo. Em duas noites ele mostrou o seu mundo artístico.


19 de outubro de 2012 “catch up

Intercâmbio de ideias, dança, culinária, cortes de cabelo, imagens e filmes sobre dança em São Paulo. Um panorama pessoal do mundo da dança da metrópole brasileira.


20 de outubro de 2012 “dancing talk

Improvisação com Ricardo Iazzetta de 60 minutos. Enquanto ele dança, o público pode fazer-lhe perguntas. Gabriel Castillo, bailarino e manager de DV8, vai atuar como mediador e provocar “dancing talk”.


Com o solo de dança “Noiva despedaçadaRicardo Iazzetta participou em 2011 no festival PLUSbrasil. Ele estudou dança na Juilliard School of New York.

Conceito / coreografia: Ricardo Iazzetta
Com Gabriel Castillo, Mario Lopes, Key Sawao, Théo Silva Iazzetta

Entrada: 15€ / 10€ com desconto
schwere reiter, Dachauerstr. 114 / Ecke Schwere-Reiter-Straße
Reserva de billhetes: Tel: 089/ 32 49 42 70 e reservierung@schwerereiter.de

Organizado por Tanztendenz München e.V.

(c) Tanztendenz

Com o apoio do departamento cultural da cidade de Munique, em cooperação com HumaVida São Paulo e LUSOFONIA e.V.

zeppelinpoético

Seidlvilla, Nicolaiplatz 1b, Munique

Entrada: 8€ / 10€

 

No âmbito do nosso ciclo literário ZEPPELINpoético – Literatura brasileira em Munique

 

Mediação e leitura do texto alemão: Luísa Costa Hölzl e Wanda Jakob

 

Método prático da guerrilha é um thriller de espionagem sobre os dois últimos anos de vida de Ernesto Che Guevara, sobre o malogro da missão boliviana e as múltiplas contradições da prática revolucionária – um ataque contundente contra uma imagem romântica desta lenda política.

 

Che Guevara persegue o seu sonho, apesar de pouco provável. Depois de intentonas fracassadas no Congo, o líder revolucionário, deprimido, amargo e barrigudo, decide levar o combate político para a Bolívia. Mas lá, essa tentativa vai sendo ameaçada por combatentes confusos por desgostos de amor que largam documentos secretos em lugares públicos. Além disso, o comportamento e os caprichos de Che mantêm os combatentes num estado de insegurança permanente. E por fim, ainda há os espiões dos inimigos pretendendo futricar todo.

 

Marcelo Ferroni, nascido em 1974, escritor e editor, vive com sua família no Rio de Janeiro. Método prático da guerrilha é seu primeiro romance e recebeu vários prémios. Ferroni serviu-se de arquivos da CIA relativos a esta época, só há pouco tempo de livre acesso, e escreveu a partir deles uma história fictícia.

 

Nicolai von Schweder-Schreiner, nasceu em 1967 em Lisboa e passou parte da juventude no Rio de Janeiro. Atualmente, vive em Hamburgo. Traduz do português e do inglês e atua, além disso, como compositor e músico.

 

Organização: LUSOFONIA e.V., Editora Suhrkamp, com o apoio do departamento de cultura da cidade de Munique

LH München Kulturreferat

 

Marcelo Ferroni Anleitung zum Guerillakrieg

Tradução de Nicolai von Schweder-Schreiner

Editora Suhrkamp, Berlin, 2012

Café Muffathalle, Zellstraße 4, München
Entrada: 8 €

Mediação e leitura do texto em alemão: Michael Kegler

Shunsuke, jovem empregado duma empresa falida em Tóquio, apaixona-se numa discoteca pela empregada de mesa polaca-romena Iulana. Um velho escritor segue-os a cada passo: é o pai de Shunsuke, Atsuo Okuda. Com uma rede de espionagem privada, o pai, que vive com Yoshiko, uma boneca erótica ultra-realista que fala, pretende atacar sobretudo a felicidade do filho. A mania pérfida de tudo controlar torna-se uma ameaça muito perigosa para todos.

Consegue, habilidosamente, fugir dos clichês mesmo contando uma história de amor.
Eduardo Coelho, Revista LER

João Paulo Cuenca (1978, Rio de Janeiro) publicou em 2003 seu primeiro livro Corpo Presente, em 2007 saiu o segundo romance O Dia Mastroianni.
A prestigiosa revista literária Granta nomeou-o em Julho de 2012 um dos 20 melhores escritores jovens do Brasil. Cuenca trabalha também como jornalista cultural para a imprensa brasileira. JP Cuenca vive no Rio de Janeiro.

O tradutor Michael Kegler nasceu em 1967 em Gießen e passou uma parte da infância na Libéria e no Brasil. É jornalista e livreiro e, desde os finais dos anos 90 traduz do português.

Organização: Editora A1, Munique, Lusofonia e.V., Bayern liest e.V. e Muffatwerk

Um serão com retrato & poesia, leitura & diálogo, guitarra & violão.

29 de junho 2012 às 20.00 horas na Seidlvilla, Nikolaiplatz 1b. Entrada livre.

Em janeiro último, faleceu, com 101 anos, Curt Meyer-Clason, tradutor de muitas obras das literaturas lusófonas e latino-americanas, um incansável divulgador cultural e escritor com obra própria.

Meyer-Clason viveu como representante comerciante antes, durante e depois  da segunda guerra mundial, ao todo duas décadas, no Brasil. Vivências significativas fizeram dele uma pessoa nova, e depois de ter regressado à Alemanha dedicou-se com muita paixão à literatura, tornando-se tradutor e mediador.

De 1969 a 1976 foi diretor do Instituto Goethe em Lisboa. Desses tempos de ditadura e revolução trata o seu livro Portugiesische Tagebücher, infelizmente ainda não editado em português. As anotações sobre aquela época de mudanças são uma declaração de amor ao país e seu povo. E à literatura, que ele introduziu num trabalho pioneiro junto ao público alemão.

Escutamos poemas em português, espanhol e alemão e também textos escritos pelo próprio Curt Meyer-Classon.

Henrique Rebouças, no violão brasileiro, e Luís Maria Hölzl, na guitarra portuguesa, tocaram chôro e fado.

Leitura: Philine Meyer-Clason e Luísa Costa Hölzl

Com o apoio da livraria Tucholsky e da editora A1.