No centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919 – 2004) a comunidade de língua portuguesa em Munique quer prestar homenagem a esta grande poeta. Gerações de crianças portuguesas têm crescido com as figuras das suas histórias, como a Menina do Mar ou o Rapaz de Bronze. Plenos de sabedoria e encanto, os seus poemas marcaram tempos sombrios, mostrando como a literatura tem a capacidade e o dever de assumir posições destemidas e lutar por justiça e liberdade. Além deste exemplo de cidadania, Sophia legou-nos um mundo de imagens e de sons numa linguagem concisa e nítida em que cada palavra toca a nossa sensibilidade.
À volta de poemas, pequena prosa e música e petiscos vamos ouvir, saborear, lembrar e conviver.
Luísa Costa Hölzl é docente de português e agente cultural
Luís Maria Hölzl é músico (guitarra, guitarra portuguesa, violino)
Lugar: Über dem Tellerrand, Café im Einstein 28
Einsteinstr. 28, Nähe Max-Weber-Platz
Entrada livre
Um evento em língua portuguesa de LUSOFONIA e.V.
Nástio Mosquito (*1981 em Angola) está interessado no potencial político dos nossos sonhos e visões. Partindo das questões: “Quem ou o que é que exerce o poder sobre nós?” ele criou este ciclo, que ele entende como universo que fecha a brecha entre os ideias e a beleza da vida diária. Utilizando excessivamente os meios da cultura pop, ele demostra que a superficialidade é tão profunda como a seriedade e ambas as coisas contribuem a sentir-se vivo. Ele começou a trabalhar como diretor e técnico de câmara para a televisão; sua arte abrange também vídeo e música, performance e instalação.
»KARAOKESUCKS!!!«
Yes, that has been my attitude towards this extra-social activity for the past 25 years of my life. Now…
I have no band.
I have no shame.
I have no interactive skills. I do not give a fuck about applause. Just love…
I have something to share.
I have songs, and with them I have the best karaoke session in the world.
Well… I would, if it was an actual karaoke session, and I actually knew the lyrics of the songs.
»KARAOKE ROCKS, I SAY!«
Link Trailer: https://vimeo.com/329411040
26.10. 23:30h Boxkeller MTV, Häberlstraße 11b (Goetheplatz)
27.10. 23:00h Festivalzentrum, Gasteig Celibidache-Forum, Rosenheimer Str. 5
28.10. 22:00h Harry Klein Club, Sonnenstraße 8
Entrada livre
Em inglês
Todo o programa, mais informação e entradas em: www.spielart.org
Um evento dentro do festival Spielart em colaboração com o Harry Klein e MTV München. Com o apoio de LUSOFONIA e.V.
Na sua 25a edição o festival de teatro SPIELARToferece um programa com performances, coreografias, vídeos, leituras e concertos, debates, além de um espaço de encontro e de festa. A partir de experiências pessoais inseridas em contextos políticos, os artistas fazem análises estruturais. Eles narram histórias de guerra, fuga e migração, mas também da vontade e da luta por viver por exemplo como mulher sem opressão exterior ou interiorizada. O que une muitos destes trabalhos, é, por um lado, o desconforto relativo às estruturas neoliberais do ocidente, que se apoderam cada vez mais do dia-a-dia e da arte, por outro lado, uma sabedoria sobre a complexidade do mundo
Vários artistas de países lusófonos participam do programa, e a LUSOFONIA e.V. apresenta estes eventos como parceiro:
Nástio Mosquito (Luanda / Gent / Lissabon)
A SONG TO HEAR YOU ARRIVING Sofia Dinger (Lissabon)
SOLO FÜR MARIA Maria Tembe / Panaibra Gabriel Canda (Maputo)
THE FURIOS RODRIGO BATISTA (A-Side und B-Side) Rodrigo Batista (Sao Paulo / Amsterdam)
SHORT OF LYING Luanda Casella (Sao Paulo / Gent)
Todo o programa, mais informação e entradas em:
www.spielart.org
No ano passado Portugal foi o foco do festival UNDERDOX e foram estabelecidos contactos, de tal modo que também esta edição inclui filmes portugueses. A 14. edição abre com o vencedor do Leopardo de Ouro de Locarno, “Vitalina Varela”, de Pedro Costa.
Quinta-feira, 1 de outubro, 19:00 horas, Cinemateca de Munique
VITALINA VARELA (PT 2019, 124 min) é uma história fantasmática, um filme sóbrio, de imagens contundentes, expressionista. Vitalina esperou 25 anos em Cabo Verde por um bilhete de avião para Lisboa e agora nem sequer chegará a tempo para o funeral do marido. Na sua memória vai revivendo a vida vã e o sonho comum nunca realizado.
Vitalina Varela que assume aqui o papel da sua própria vida, já participara no filme CAVALO DINHEIRO de Pedro Costa. Ganhou agora o Leopardo de Ouro em Locarno pela melhor atriz.
Cinemateca de Munique, St.-Jakobs-Platz 1
Reservas: 089 / 233 964 50
Quarta-feira, 16 de outubro, 18:30 horas, Werkstattkino
Com a presença dos realizadores portugueses Hiroatsu Suzuki e Filipe Carvalho, são apresentados dois documentários relativos a paisagens isoladas do Alentejo:
Hiroatsu Suzuki é japonês e escolheu Portugal para viver. Junto com a portuguesa Rossana Torres ele mostra em TERRA (PT 2018, 60 min) homens a fazerem carvão de maneira tradicional. Os elementos fogo, água, ar e terra celebram a paisagem infinda. TERRA ganhou no DocLisboa o prémio do melhor documentário.
O diretor Filipe Carvalho mostra em A VIDA AQUI, ESTÁ VISTA? (PT 2018, 30 min) o quotidiano de São Domingos, Mértola, Baixo Alentejo. Nas minas acabou a pirite. Por isso nesta área isolada, património cultural nacional, a vida parece que parou. O filme estreou no Dokumentarfilmfestival de Nyon.
Os filmes são exibidos na versão original, com subtítulos em inglês.
Werkstattkino, Fraunhoferstr. 9
Reservas: 0179 / 28 40 279
Entrada: 7 €
Mais informações: www.underdox-festival.de
Os filmes são apresentados no âmbito do UNDERDOX, em cooperação com Lusofonia e.V.
O escritor angolano José Eduardo Agualusa apresenta a tradução em alemão do romance Teoria Geral do Esquecimento (Eine allgemeine Theorie des Vergessens) com o tradutor Michael Kegler.
Nas vésperas da revolução angolana os antigos colonizadores fogem em pânico. Ludovica, uma portuguesa muito tímida, fica esquecida. Não se atrevendo a sair de casa, acaba por entaipar a porta do apartamento e resolve instalar-se como Robinson Crusoe naquela espécie de ilha: é o ultimo andar dum prédio fino de Luanda que irá transformar-se ao longo da guerra civil em abrigo de pobres e refugiados. Lá de cima Ludovica verá o crescimento desenfreado da cidade, porém sem dar muito conta das grandes transformações da sociedade. Contudo, através de uma cadeia de acasos, ela irá influenciar vidas alheias. Na sua solidão Ludovica vai escrevendo a sua história nas paredes do apartamento, assim como o próprio romance resgata múltiplas histórias de um tempo angolano contra a teoria geral do esquecimento.
Com grande empatia pelos seus protagonistas e uma leveza cheia de humor, José Eduardo Agualusa aborda temas pesados como guerra e violência, corrupção e cobiça, medo e ódio.
José Eduardo Agualusa nasceu 1960 no Huambo/Angola e estudou agronomia e silvicultura em Lisboa. Tem publicado poemas, contos e romances, traduzidos para várias línguas. O romance Teoria Geral do Esquecimento entrou na Shortlist do Man Booker International Prize 2016. Vive como escritor e jornalista agora em Moçambique.
Michael Kegler recebeu em 2014 o Prémio de tradução Straelener e junto com Luiz Ruffato, em 2016 o prémio internacional Hermann Hesse. Traduziu os últimos três romances de Agualusa.
Um evento da Münchner Stadtbibliothek com o apoio de LUSOFONIA e.V. e da editora C.H. Beck.
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