A fadista contemporânea, Gisela João, empresta no seu segundo álbum NUA a sua voz a poetas da atualidade, empregando o seu talento na interpretação de fados tradicionais.

Nascida em Barcelos, Gisela João vive atualmente em Lisboa, onde gravou em 2013 o seu primeiro disco. O seu álbum de estreia Gisela João foi recebido entusiasticamente pela crítica e considerado o melhor álbum nacional do ano por publicações de referência como a Blitz, o Expresso e o Público, entre outros. As vendas valeram-lhe o Disco de Platina e o disco foi considerado o mais importante disco de estreia de um artista português no século XXI. Foi com ele que ganhou o prémio revelação Amália. Em 2016 lança o segundo álbum NUA que apresenta na tournée atual.

“Nada em Gisela João faz lembrar uma fadista, nada parece ligá-la a uma tradição. Exceto a voz. E é a voz que a torna uma fadista maior.” João Bonifácio, PÚBLICO

„Portugal’s most widely acclaimed fado singer to emerge in this decade!“ – NEW YORK TIMES

Um evento do Muffatwerk com o apoio de LUSOFONIA e.V.

“Sinto-me múltiplo … sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias …” – Fernando Pessoa

Palestra em língua portuguesa com Dr. Dionísio Vila Maior (Universidade Aberta, Lisboa) sobre Fernando Pessoa e as figurações de um poeta universal.

Para compreender a escrita e o pensamento do poeta português Fernando Pessoa, iremos abordar dois dos seus aspetos poéticos e programáticos: o processo de criação poética e a heteronímia. Faremos uma breve incursão pelos perfis dos seus heterónimos Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, refletindo sobre as “lições” que de cada um destes outros eus podemos retirar. Assim se apreenderá a razão pela qual Pessoa é considerado um dos maiores poetas de sempre.

Dionísio Vila Maior é professor da Universidade Aberta e investigador do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa. Tem múltiplos trabalhos publicados e conferências proferidas sobre Fernando Pessoa e é presidente da comissão científica do Congresso 100 anos Orpheu.

Um evento da MVHS em colaboração com LUSOFONIA e.V.

Fernando Pessoa, depois de Camões o poeta mais importante de língua portuguesa e um dos maiores poetas do modernismo, legou-nos uma obra gigantesca e fragmentária. Como Goethe, Pessoa se empenhou anos a fio a escrever poemas para construir um „Fausto“ muito próprio. O seu „Fausto“ são inúmeros manuscritos, os primeiros esboços datados de 1908, os últimos de 1933 que, só muito dificilmente foram ordenados e editados numa peça-fragmento. Aí ressoa a voz poética, um Fausto que se procura, numa busca inglória para o sentido da existência humana e do segredo universal.

É esta peça-fragmento „FAUSTO. Tragédia subjectiva“, edição portuguesa de 1988 por Teresa Sobral Cunha, edição alemã de 1990 com tradução do pessoano Georg Rudolf Lind, que será agora apresentada numa leitura-concerto. A cantora portuguesa Maria Rui e a atriz Marion Schneider irão ler, alternando as duas línguas. Os sons da guitarra de Maria Rui e a sua sensibilidade musical darão à leitura uma tonalidade própria.

Maria Rui, compositora portuguesa e cantora, nasceu no Porto e vive em Munique, onde estudou engenharia aeroespacial. “Atlântica” é o nome que ela dá a essa mistura muito original onde ecoam os sons de fado, bossa nova, pop e jazz. Em 2017 lançou o seu terceiro álbum, “Tu não vês”, em Munique.   www.mariarui.com

Marion Schneider é uma atriz alemã. Fez a sua formação na Escola de Cinema e Televisão EFAS, em Zurique. Tem protagonizado vários papéis em fimes (cinema e televisão) e participado em inúmeros projetos teatrais. Vive em Munique.

Um evento dentro da programação do Festival FAUST em Munique, em cooperação com Pro Arte e.V.

FADO SUL interpreta o fado no elenco clássico. A guitarra portuguesa de Luís Maria Hölzl envolve melodicamente a voz de sorprano de Daniela Bauer. O brasileiro Henrique Miranda de Rebouças, na guitarra clássica, contribui com o fundamento rítmico para este diálogo íntimo.

O novo programa „Amália“ é uma homenagem à fadista Amália Rodrigues. O repertório de Amália permite a integração de fados tradicionais pondo-os em contraste com chorinhos brasileiros ou coplas espanholas. FADO SUL abrange todo o leque emocional do fado não limitado à saudade proverbial, antes incluindo tanto a dor profunda como a alegria extática. A flexibilidade estilística dos músicos permite-lhes um acesso individual ao mundo do fado, o que foi comprovado em 2014, na atuação de Daniela Bauer e Luís Hölzl em conjunto com Matilde Cid e Manuel Marçal na „Casa da Mariquinhas“, um dos mais famosos locais de Fado de Lisboa.

Mais: Crítca do journal SZ

Com: Daniela Bauer, soprano
Luís Maria Hölzl, guitarra portuguesa
Henrique Miranda de Rebouças, guitarra clássica

Entrada: 5€

Köşk      
Schrenkstraße 8
Mail koesk@kjr-m.de
www.koesk-muenchen.de

Website Fado Sul
Facebook Fado Sul

Mais concertos: Quinta-feira, 22 de junho de 2017, 19:30 horas no Café Freiraum Café Freiraum em Münsing

Reserva: info@freiraum-muensing.de

Um evento organizado em cooperação com LUSOFONIA e.V..

Choro brasileiro-bávaro

Roupa leve, um andar baloiçado, virtuosidade e muita alegria: os cinco músicos da banda Bavaschôro de Munique conhecem bem o estilo de vida brasileiro. Em dias de sol, eles transformam ruas e cafés em lugarzinhos cariocas, tocando aqui na Baviera nos seus instrumentos chôro brasileiro. No Einstein, eles vão apresentar o seu primeiro disco (2016).

Bavaschôro são cinco rapazes, todos músicos profissionais, provindos de vários gêneros e diferentes tradições musicais: O guitarrista Henrique de Miranda Rebouças no seu violão de 7 cordas e o saxofonista e compositor Marcio Schuster são brasileiros. Os irmãos Ludwig (percussão, corneta, tuba) e Xaver Himpsl (fliscorne), membros do grupo „Unterbiberger Hofmusik“, levam ao chôro influências da música bávara e do jazz. Luís Maria Hölzl – meio português, meio bávaro – toca guitarra portuguesa e interpreta peças clássicas sulamericanas.

www.bavaschoro.de

Video Trem das Onze / Sbahn um Eins