No centro de „deserto habitado“ estão textos e poemas do poeta português Al Berto e do seu colega alemão Christoph Klimke. Num jogo entre texto e movimento a performance „deserto habitado“ vai abrir na cave do centro cultural Einstein um espaço poético entre a palavra e o gesto. Poderão ser observadas as diferentes modulações e ressonâncias de cada narrativa em intercâmbio com a sua vizinhança mediática. Os dois serões serão diferentes tanto em relação aos executantes como à montagem dos seus elementos.
Leitura dos poemas e textos de Al Berto e Christoph Klimke: Ilse Ritter (sáb), Christoph Klimke (sáb + dom), Gabriele Graf (sáb), Luísa Costa Hölzl (dom), Mario Lopes (dom)
Dança: Wolfgang Cerny, Gonçalo Cruzinha, Michal Heriban
Conceção e coreografia: Micha Purucker
Som: Robert Merdžo
Luz: Michael Kunitsch
Oficina: Manuela Müller
Micha Purucker trabalha há 30 anos como coreógrafo free-lancer, dançarino, professor e coacher de movimento. O seu centro vital e de trabalho é Munique.
Como série performativa, “serious interludes” tem juntado variados esboços cénicos e perspetivas em diferentes espaços, diferentes tempos e com diferentes elencos. Está focada para o periférico, o inominável, o inacabado, o difuso e o intermediário. Ver mais: www.interzone-hotspot.org
Um evento com o apoio do departamento cultural da cidade de Munique. Micha Purucker é membro da Tanztendenz München.
Formados no final de 2006 com João Graça no violino, Miguel Veríssimo no clarinete, André Santos na guitarra, João Novais no contrabaixo e Francisco Caiado na percussão, os Melech Mechaya são hoje apontados como a primeira e mais proeminente banda de música Klezmer em Portugal. A sonoridade do grupo de Lisboa e Almada inspira-se ainda na músicas portuguesa, balcânica e árabe, e Salvatore Esposito, da revista italiana BlogFoolk, considerou-os “um dos casos mais interessantes da cena musical portuguesa”.
O concerto acontece no âmbito dos Jüdische Kulturtage München.
Entrada 18 € (sem taxas)
Black Box, Gasteig
Rosenheimerstr. 5
www.gasteig.de
Bilhetes: livraria do Museu Judaico, telefone 089/23 23 07 60 e München Ticket, telefone 089/54 81 81 81 ou www.muenchenticket.de
Um evento da Gesellschaft zur Förderung jüdischer Kultur und Tradition e.V., München
Em cooperação com Lusofonia e. V.
Manuel Jorge Marmelo: Eine tausendmal wiederholte Lüge (Uma mentira mil vezes repetida)
Tradução de Michael Kegler
(editora A1, 2015)
A um aposentado de 36 anos, a viver no Porto, não apetece escrever um livro, apesar de almejar tornar-se um escritor famoso e conseguir reconhecimento público. Assim decide-se a compilar textos de outros, fazer deles um livro, ao qual dá um título promissor e que leva consigo para todo o lado. Nos transportes públicos aborda os outros passageiros, chama-lhes a atenção para o calhamaço de 1200 páginas e conta-lhes ou lê-lhes de lá as histórias mais mirabolantes.
Marmelo, na esteira de grandes nomes como Borges, Pessoa ou Calvino, brinca com o que é ou não ficção… E, no entanto, é um jogo sério, pois Oscar Schidinski, o suposto autor de „Cidade Conquistada“, um judeu oriundo da Hungria, junta em si e à sua volta as piores barbaridades do século XX, a experiência do terror, da fuga e do exílio. Ao mesmo tempo o narrador entretem os passageiros com factos e situações que, por um lado os divertem, por outro os provocam. A figura do narrador lembra os que andavam pelas feiras a apregoar e a vender historietas e que através da imaginação faziam as pessoas esquecer as agruras do quotidiano. Fica em aberto se a literatura consegue hoje libertar-nos de uma comodidade letárgica. Pelo menos este romance tem o condão de nos conduzir por um labirinto de mundos fictícios, sempre na corda bamba entre a verdade e a mentira.
Manuel Jorge Marmelo nasceu no Porto em 1971. Logo muito cedo começou a escrever para o jornal „Público“. Em 1997 foi publicada a sua primeira novela, em 1999 o primeiro romance. Desde aí publicou duas dúzias de títulos que incluem romances, contos, peças de teatro e livros infantis. Em fevereiro de 2014 o romance Uma mentira mil vezes repetida foi galardoado com o prémio „Correntes d´Escritas/ Casino da Póvoa“. Depois de em 2012 ter perdido o emprego como jornalista, escreveu o romance O tempo morto é um bom lugar. Agora tem de novo um emprego como assessor de imprensa na Câmara Municipal de Matosinhos. Vive no Porto.
O tradutor e moderador Michael Kegler nasceu em 1967 em Gießen e passou uma parte da infância na Libéria e no Brasil. É jornalista e livreiro e, desde os finais dos anos 90 traduz do português, por exemplo romances de José Eduardo Agualusa, João Paulo Cuenca ou Luiz Ruffato. Em 2014 foi agraciado com o prémio de tradução Straelener da fundação Kunststiftung NRW.
Entrada: 10€ / 8€
IG – InitiativGruppe e.V., Karlstraße 48 Hinterhaus (ao lado do Tengelmann)
www.initiativgruppe.de
Um evento organizado por LUSOFONIA e.V., em cooperação com a editora A1 Verlag, e com o apoio do departamento de cultura da cidade de Munique
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Literatura de Angola: Antologia Angola Entdecken! e Os transparentes de Ondjaki
Segunda-feira, 26 de outubro de 2015, 19:30 hrs
IG – InitiativGruppe e.V., Karlstraße 48 Hinterhaus (entrada pelo Tengelmann)
Leitura com Manuel Jorge Marmelo, Portugal: Uma mentira mil vezes repetida
Quinta-feira, 5 de novembro de 2015, 19:30 hrs
IG – InitiativGruppe e.V., Karlstraße 48 Hinterhaus (entrada pelo Tengelmann)
Leitura com Eliane Brum, Brasil
Quarta-feira, 11 de novembro de 2015, 19:30 hrs
IG – InitiativGruppe e.V., Karlstraße 48 Hinterhaus (entrada pelo Tengelmann)
Com o apoio do pelouro da cultura da cidade de Munique
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Alexandra Klobouk, Rita Cortes Calente de Oliveira, Ricardo Jorge Pereira, Mariana Veloso, Eva Gonçalves, Luis Ehlert Die portugiesische Küche / A cozinha portuguesa
Antje Kunstmann Verlag, 2014
Uma noite à portuguesa no restaurante PORTUGAL: com um delicioso menu de 3 pratos apresenta-se o livro de arte e cozinha Die portugiesische Küche / A cozinha portuguesa, junto a uma leitura de textos literários sobre comidas e cozinhados. O menu inclui entrada mista, cataplana de peixe e sobremesa com pastel de nata e pudim flan.
Cozinhar é das formas mais deliciosas de encetar um diálogo intercultural. Isto torna-se evidente a cada página do livro Die portugiesische Küche – A Cozinha Portuguesa. As fotografias como as ilustrações, ao indicarem os modos de preparação, espelham todo um ambiente familiar cheio de humor. E depois, este especialíssimo livro de receitas vai contando as histórias à volta das panelas e demonstra como cozinhar e comer em grupo nos faz felizes.
Menu 18€ (bebidas à parte)
Pede-se que se faça reserva:
Telefone: 089 460 88 491 ou por E-Mail: info@restaurante-portugal-muenchen.de
Restaurante PORTUGAL
Friedenstraße 28
www.restaurante-portugal-muenchen.de
Um evento da associação Lusofonia e.V. com o apoio da Livraria Tucholsky e da editora Antje Kunstmann.