Nástio Mosquito (*1981 em Angola) está interessado no potencial político dos nossos sonhos e visões. Partindo das questões: “Quem ou o que é que exerce o poder sobre nós?” ele criou este ciclo, que ele entende como universo que fecha a brecha entre os ideias e a beleza da vida diária. Utilizando excessivamente os meios da cultura pop, ele demostra que a superficialidade é tão profunda como a seriedade e ambas as coisas contribuem a sentir-se vivo. Ele começou a trabalhar como diretor e técnico de câmara para a televisão; sua arte abrange também vídeo e música, performance e instalação.

»KARAOKESUCKS!!!«

Yes, that has been my attitude towards this extra-social activity for the past 25 years of my life. Now…
I have no band.
I have no shame.
I have no interactive skills. I do not give a fuck about applause. Just love…
I have something to share.
I have songs, and with them I have the best karaoke session in the world.
Well… I would, if it was an actual karaoke session, and I actually knew the lyrics of the songs.

»KARAOKE ROCKS, I SAY!«

Link Trailer: https://vimeo.com/329411040

26.10. 23:30h Boxkeller MTV, Häberlstraße 11b (Goetheplatz)
27.10. 23:00h Festivalzentrum, Gasteig Celibidache-Forum, Rosenheimer Str. 5
28.10. 22:00h Harry Klein Club, Sonnenstraße 8

Entrada livre
Em inglês
Todo o programa, mais informação e entradas em: www.spielart.org

Um evento dentro do festival Spielart em colaboração com o Harry Klein e MTV München. Com o apoio de LUSOFONIA e.V.

Na sua 25a edição o festival de teatro SPIELARToferece um programa com performances, coreografias, vídeos, leituras e concertos, debates, além de um espaço de encontro e de festa. A partir de experiências pessoais inseridas em contextos políticos, os artistas fazem análises estruturais. Eles narram histórias de guerra, fuga e migração, mas também da vontade e da luta por viver por exemplo como mulher sem opressão exterior ou interiorizada. O que une muitos destes trabalhos, é, por um lado, o desconforto relativo às estruturas neoliberais do ocidente, que se apoderam cada vez mais do dia-a-dia e da arte, por outro lado, uma sabedoria sobre a complexidade do mundo

Vários artistas de países lusófonos participam do programa, e a LUSOFONIA e.V. apresenta estes eventos como parceiro:

26.10. 23:30h / 27.10. 23h / 28.10. 22h

Nástio Mosquito (Luanda / Gent / Lissabon)


3.11. 15h

A SONG TO HEAR YOU ARRIVING Sofia Dinger (Lissabon)


3.11. 18-20h

SOLO FÜR MARIA Maria Tembe / Panaibra Gabriel Canda (Maputo)


8.11. 18:30h & 20:30h / 9.11. 19h & 21h

THE FURIOS RODRIGO BATISTA (A-Side und B-Side) Rodrigo Batista (Sao Paulo / Amsterdam)


8.11. 20h / 9.11. 17h

SHORT OF LYING Luanda Casella (Sao Paulo / Gent)


Todo o programa, mais informação e entradas em:
www.spielart.org

Aline Frazão é um dos nomes sonantes da nova geração de músicos angolanos. Cantora, compositora, guitarrista e produtora, nasceu e cresceu em Luanda, em 1988, e vive atualmente em Lisboa. Em 2011 lançou o seu álbum de estreia, Clave Bantu, e em 2013 o segundo álbum Movimento. Começaram então as tournées internacionais e desde então, Aline tem tido oportunidade de pisar palcos em países como Cabo-Verde, Quénia, Etiópia, Tanzânia, Alemanha, Brasil, Portugal, Suíça, Noruega, Áustria.

Com Insular editou o seu terceiro disco de originais. Gravado na pequena ilha escocesa de Jura, o disco conta com a produção do britânico Giles Perring e com a decisiva participação do guitarrista Pedro Geraldes (Linda Martini). Em Insular apresentam-se as novas parcerias, com a poetisa angolana Ana Paula Tavares e a rapper portuguesa Capicua, bem como uma versão de “Susana”, de Rosita Palma, com a participação especial de Toty Sa’Med.

www.alinefrazao.com

Youtube-Video „Insular”

Um evento do Muffatwerk com o apoio da LUSOFONIA e.V.

O escritor angolano José Eduardo Agualusa apresenta a tradução em alemão do romance Teoria Geral do Esquecimento (Eine allgemeine Theorie des Vergessens) com o tradutor Michael Kegler.

Nas vésperas da revolução angolana os antigos colonizadores fogem em pânico. Ludovica, uma portuguesa muito tímida, fica esquecida. Não se atrevendo a sair de casa, acaba por entaipar a porta do apartamento e resolve instalar-se como Robinson Crusoe naquela espécie de ilha: é o ultimo andar dum prédio fino de Luanda que irá transformar-se ao longo da guerra civil em abrigo de pobres e refugiados. Lá de cima Ludovica verá o crescimento desenfreado da cidade, porém sem dar muito conta das grandes transformações da sociedade. Contudo, através de uma cadeia de acasos, ela irá influenciar vidas alheias. Na sua solidão Ludovica vai escrevendo a sua história nas paredes do apartamento, assim como o próprio romance resgata múltiplas histórias de um tempo angolano contra a teoria geral do esquecimento.

Com grande empatia pelos seus protagonistas e uma leveza cheia de humor, José Eduardo Agualusa aborda temas pesados como guerra e violência, corrupção e cobiça, medo e ódio.

José Eduardo Agualusa nasceu 1960 no Huambo/Angola e estudou agronomia e silvicultura em Lisboa. Tem publicado poemas, contos e romances, traduzidos para várias línguas. O romance Teoria Geral do Esquecimento entrou na Shortlist do Man Booker International Prize 2016. Vive como escritor e jornalista agora em Moçambique.

Michael Kegler recebeu em 2014 o Prémio de tradução Straelener e junto com Luiz Ruffato, em 2016 o prémio internacional Hermann Hesse. Traduziu os últimos três romances de Agualusa.

Um evento da Münchner Stadtbibliothek com o apoio de LUSOFONIA e.V. e da editora C.H. Beck.

Logo_Stadtbibliothek-Muenchen  Logo_CHBeck

Angola entdecken! Eine Anthologie
Organização e tradução de Barbara Mesquita
(editora Arachne 2015)

No meio alemão pouco se conhece sobre Angola, esse país gigantesco na África austral, cuja capital Luanda faz parte das cidades mais caras do mundo e que, segundo os objetivos declarados dos seus dirigentes, deverá ser o Dubai do sul do continente. Porém, se tivermos em conta a imensa pobreza da grande maioria da população que vive nos musseques e luta diariamente pela sobrevivência num mercado de trabalho informal, essas intenções não são mais do que uma das muitas contradições, com as quais o leitor se defrontará. Apesar disso, como os angolanos e também os seus escritores encaram o seu difícil, muitas vezes caótico dia-a-dia não só com enorme capacidade de sofrimento, mas também com energia, criatividade e humor, o leitor irá assistir a uma leitura bem-disposta e multifacetada. Os textos escolhidos focam literariamente várias épocas da história angolana, ao mesmo tempo  que veiculam a variedade estilística duma literatura que se quer empenhada, independente e viva e que revela, não obstante as temáticas pesadas, imenso humor.

Barbara Mesquita é tradutora, autora e intérprete especializada do português e do espanhol. Dedica especial atenção aos países de língua portuguesa, nomeadamente aos africanos lusófonos. Barbara Mesquita vive em Hamburgo.


Ondjaki: Die Durchsichtigen („Os tranparentes“)
Tradução de Michael Kegler
(editora Das Wunderhorn 2015)

Neste romance quase tudo se passa num prédio em decadência no centro de Luanda. Aqui habita gente que, com grandes dificulades, vão vivendo o seu quotidiano, sem trabalho regular nem qualquer segurança, mortificados pelas lembranças de guerras e exílios, sem esperança num futuro desafogado. Eles são transparentes, como que invisíveis, pois vivem à margem da sociedade (de consumo), bem longe dos grandes negócios com petróleo, diamantes ou água potável, expostos ao caos duma megacidade rica, ao despotismo dos funcionários, à indiferença do aparelho de Estado e à própria letargia. E no entanto, o prédio funciona como comunidade solidária, como zona protegida e lugar de alegria. O dia-a-dia dos habitantes é simultâneamente trágico e cómico. E a partir das situações mais absurdas o romance constitui-se como uma acutilante sátira política.

Ondjaki nasceu em Luanda em 1977 e escreve romances, livros infanto-juvenis e poesia. A sua obra tem vindo a ser traduzida em várias línguas e tem obtido muitos prémios literários como o Jabuti ou o prémio Saramago para „Os transparentes“. Ondjaki vive no Rio de Janeiro.

Moderação, leitura e debate: Luísa Costa Hölzl e Barbara Mesquita
Entrada: 8€ / 10€

IG – InitiativGruppe e.V., Karlstraße 48 Hinterhaus (ao lado do Tengelmann)
www.initiativgruppe.de

Reserva: info@lusofonia-muenchen.de

Um evento organizado por LUSOFONIA e.V., com o apoio do departamento de cultura da cidade de Munique

Kulturreferat LH München