No dia 28 de outubro de 2018 o candidato Jair Bolsonaro, ex-militar da extrema-direita, ganhou com 55% dos votos contra o candidato da PT, Fernando Haddad. Durante a campanha ele nunca escondeu sua admiração pela ditadura militar, seu desprezo pelas instituições democráticas e seu ódio aos opositores políticos.
Palestra e discussão com:
Dr. Emilio Astuto, professor de Ciências Políticas e advogado de Direito Internacional, Direitos Humanos e Direito Sindical Internacional.
Diane Lima, curadora, ativista e fundadora de “Afrotranscendence” (São Paulo). De momento bolseira na Villa Waldberta/Feldafing e curadora da residência PlusAfroT.
PlusAfroT é ao mesmo tempo conceito, programa, manifesto e projeto, querendo promover a cultura afrobrasileira contemporânea. Durante três meses artistas afrobrasileiros provindos de várias áreas irão residir na Villa Waldberta, Feldafing, fazendo dessa casa da cidade de Munique um espaço de pesquisa e criatividade multi-disciplinar. Deste modo continuam um já longo intercâmbio, no qual artistas imergem em processos criativos que permitem conexão com o cenário cultural local.
Investigando conflitos normativos ou de normas sociais nas relações entre os dois países e entendendo os deslocamentos dos corpos no espaço e no tempo como coreografias, a questão que a residência levanta é quais são os efeitos que geram esses conflitos para “corpos-estranhos” em contextos estrangeiros e o que podem as práticas artísticas como dispositivos de mediação, questionamento, atrito e diálogo.
Os resultados dos processos de pesquisas, oficinas e criações individuais e coletivas serão apresentados em eventos em Munique.
Malu Avelar (bailarina, atriz); Lenna Bahule (compositora, cantora, bailarina); Diane Lima (curadora independente, diretora criativa, fundadora do projeto AfroTranscendence, designer); Ana Paula Mathias (designer, diretora audiovisual); Guinho Nascimento (artista visual, performer, bailarino); Grace Passô (atriz, diretora, dramaturga); Iagor Peres (audiovisual, performer); Mahal Pita (performer, músico, produtor musical); Direção: Mario Lopes (curador, coreógrafo, bailarino)
Quinta-feira, 31 de Janeiro, 20 horas
Black Box, Gasteig
Terca-feira, 19 de fevereiro, 19 horas
Friedrich-Ebert-Stiftung, Bayernforum
Quinta-feira, 21 de fevereiro, 18 horas
Villa Waldberta, Feldafing
Quinta-feira, 14 de março, 19:30 horas
Köşk, Schrenkstraße 8
Uma noite para acompanhar o processo veiculoSUR: através dum showing com os artistas internacionais da residência itinerante, seguido de um concerto de Paulo Monarco.
8 semanas, 5 lugares. Diversas formas de arte, pessoas diferentes, discussões e experiências sobre corpos estranhos, racismo, sexismo e normais sociais marcaram a residência itinerante veículoSUR. De que maneira a colaboração é influenciada por normas sociais, fronteiras/limites físicos e psíquicas? É possível transportar para o público essa dinâmica vivida pelo grupo e os conflitos? Os artistas da plataforma, Marcos Harriague, Daniela Álvarez, Fafi Prado e Anta Helena Recke, compartilham as vivencias da residência num showing.
Na segunda parte da noite o artista convidado desde São Paulo, Paulo Monarco, apresenta o novo álbum Abriram-se As Veias. Trabalho resultado de sua vivência com o lambadão, rasqueado cuiabano, siriri e cururu mato-grossense. Com oito canções inéditas, as músicas cruzam a tradição com o pop experimental, rompendo fronteiras. A construção do bloco sonoro capitaneado por Paulo Monarco tem contribuições de várias gerações e algumas das figuras mais atuantes na cena contemporânea da baixada cuiabana.
Paulo Monarco é cuiabano de Minas Gerais. Cantautor, já foi gravado e trabalhou com Zeca Baleiro, Aíla, Lenine, Duda Brack, Chico César, Graça Cunha, Celso Viáfora, Dulce Quental e diversos outros artistas. Tem dois álbuns lançados: Malabares com farinha, seu primeiro disco solo de 2010, e Dois tempos de um lugar em parceria com Dandara – lançado na Europa em 2016. Ele é sócio-fundador do ateliê musical Cobogó, vem produzindo discos, trilhas para dança, cinema e publicidade em seu permanente laboratório musical.
veículoSUR é um projeto da plataformaPLUS, uma plataforma impulsora de redes artísticas que se estabeleceu primeiro entre São Paulo e Munique para possibilitar encontro e diálogo entre artistas de diferentes países numa viagem constante de movimento e reflexão.
Conceição: Marcela Olate, Thais Ushirobira, Maëlys Meyer e Mario Lopes
Direção de produção: Mario Lopes (Munique). Produção: Daniela Hölzl (Munique)
Sábado, 6 de outobro, 19hrs
Na sua última estacao da residencia itinerante, veículoSUR para em Munique na Tanztendenz. Num primeiro showing é presentado o processo coletivo. Depois de ter trabalhado em 5 lugares diferentes do mundo, os artistas internacionais compartem descobertas, angustias e esperanças para o público.
Com: Marcos Harriague, Daniela Álvarez, Fafi Prado e Anta Helena Recke
Domingo, 14 de outobro, 11-14hrs
RODEO e Tanztendenz München e.V. convidam represantantes de instituicoes, que oferecem espaço para o trabalho creativo e que sao resultado de apoderamento local. Acompanhado de café e croissant eles apresentam as suas estruturas e locais. Juntos vao refletir onde estão as possibilidades do apoderamento, se esse processo é efetivo e adequado neste momento, em que se diferenciam e que fins eles servem. Na Alemanha, a estrutura da Tanztendenz é única e oferece a hospedes locais e (inter-)nacionais um espaço para dança.
Com: Ivan-Vincent Massey (Grand Studio – Bruxelas, Belgica), Maurice Carlin (Inslington Mill – Salford, Inglaterra) e Mario Lopes (veículoSUR – São Paulo, Brasil)
Moderação: Micha Purucker (Tanztendenz München e.V.)
Um evento do festival Rodeo, em colaboração com Tanztendenz e.V. e LUSOFONIA e.V.
Rodeo, festival de dança e teatro de Munique acontece do dia 1 a 14 de Outobro 2018.
veículoSUR é uma plataforma de colaboração artística em formato de residência internacional itinerante. O objetivo é o encontro e o diálogo entre artistas de diferentes países. Uma viagem constante de movimento e reflexão, um deslocamento de sul a norte. A plataforma é um convite de aproximação aos contextos econômicos, sociais, políticos e artísticos de cada lugar, um reconhecimento acerca das maneiras de fazer arte de cada local e seus artistas.
Entre julho e setembro os artistas locais e estrangeiros estiveram em contacto em diferentes paradas: Montevideo/Uruguay, Santiago/Chile, São Paulo/Brasil e Lyon /França. Munique representa a sede de produção e organização. Aqui aconteceu o ponto de partida com um concerto de Dandara no dia 10 de junho. O projeto termina com a residência na Tanztendenz e no Schwere Reiter, de 1 a 14 de outubro.
Sábado 06.10.18, às 19h: primeiro Showing (lugar: Tanztendenz)
Sexta-feira, 12.10.18, às 20h: Showing e concerto de Paulo Monarco (lugar: Institut Français)
Domingo, 14.10.18, às 11-14h: Nós assumimos a tarefa – Uma conversa sobre estruturas de trabalho e colaborações no âmbito do festival Rodeo
Marcos Harriague (Montvideo, Uruguay)
Criador e docente em dança contemporânea. Em seus estudos perpassam a psicologia e as artes cênicas. Ele fundou um espaço interdisciplinar com uma proposta artístico-terapêutica, utilizando a dança terapia.
Daniela Álvarez (Santiago, Chile)
Coreógrafa, intérprete e praticante de Feldenkrais® credenciada. Ela explora
a ligação de M. Feldenkrais com temas de diversidade social e cultural, para favorecer uma educação inclusiva na arte. Mais
Fafi Prado (São Paulo, Brasil)
A artista e educadora investiga as in(ter)venções do corpo-espaço na rua e seus desdobramentos poéticos. Tanto na arte quanto na educação ela questiona o lugar do artista na sociedade – sua função, atualidade e urgência. Mais
Lola Asand (alias Antunes) (Lyon, França)
Artista plural, navega entre instalações, escultura, performance e cenografia, em busca de lugares efêmeros de criação e difusão. A sua pesquisa pessoal é fruto de um trabalho que questiona o condicionamento do vivo – »human and no human«.
Anta Helena Recke (Munique, Alemanha)
A dramaturga e performer trabalhou com Gintersdorfer / Klaßen, Philippe Quesne e Amir Reza Koohestani. Nos Kammerspiele de Munique Anta remontou a produção de Anna-Sophie Mahler, “Mittelreich”, com artistas negros, tendo sido convidada para o Theatertreffen em Berlim em 2018.
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Concepção: Marcela Olate, Thais Ushirobira, Maëlys Meyer e Mario Lopes
Direção de produção: Mario Lopes (Munique). Produção: Daniela Hölzl (Munique)