O artista brasileiro Danilo Oliveira, com mais de 15 anos de atuação, realiza sua primeira exposição individual na Europa, e pela primeira vez produz uma mostra inteira fora de sua terra natal. Este deslocamento tem trazido novas questões e discursos ao trabalho. Aqui, além de pinturas, serão apresentadas monotipias, desenhos e objetos que expressam um pouco dessa experiência.

A nova realidade populacional do continente suscita fortes questionamentos sobre pertencimento, identidade e relações de posse e poder. Novas cores e novas culturas recém-chegadas à Europa ocidental colocam em tensão determinadas certezas e hegemonias construídas historicamente à custa dessas mesmas cores e culturas.

Utilizando materiais diversos (telas, madeira, papel, objetos do cotidiano) cria-se uma articulação inusual na obra do artista. Se por um lado a sua pintura segue em um lugar entre a paisagem e a abstração, na experimentação de suportes e desestabilização do plano, se constroem tensões que buscam expor situações-limites entre plano e forma, controle e experimentação, leste e oeste, ocidente e oriente, o seco e o encharcado.

Danilo Oliveira é artista plástico, educador, articulador e VJ, vive e trabalha em São Paulo. Mestre em artes visuais, desde 1999 participa de coletivos e grupos de atuação artística. Danilo faz curadorias, especialmente no âmbito das relações da arte contemporânea com o espaço público, trabalhando com artistas como Blu, Mark Jenkins, Jorge Rodriguez-Gerada, Florentijn Hofman, Steve Powers. Dá aulas de história da arte, serigrafia e gravura. Desde 2013 é representado pela galeria Virgílio, em São Paulo.

Oficinas com Danilo Oliveira:
Murais latino-americanos e street art: história e prática, a partir dos 14 anos
Através de uma apresentação da história e experimentando em métodos e técnicas, os participantes vão conhecer alguns processos no desenvolvimento da street art e a arte dos murais latino-americanos. Desde os muralistas políticos e mexicanos do começo do século vinte aos „pixadores“ de São Paulo a partir dos anos 80.

Monoprint como rastro de corpo, a partir dos 12 anos
Introdução ao monoprint, uma das técnicas mais antigas de impressão. O monoprint põe em relação o nosso processo criativo com o tempo que demora: entre a criação da chapa e a impressão poderão acontecer coisas imprevistas. Os participantes exprimentam com o processo e criam impressões originais e únicas.

Um evento da plataforma PLUSbrasil, organizado pela HumaVida e Lusofonia e.V. com o apoio da casa de artistas Villa Waldberta, o departamento cultural da cidade de Munique, e a Färberei, instituição do Kreisjugendring de Munique.

Programação

Dia 7 a dia 11 de março de 2016:

eu sou um fantasma você não me vê

Instalação por Patricia Black

a obra aqui proposta (palavra e fotografia) procura enaltecer sua forma-conceito na redundância de si mesmo: o fantasma como alguém que segue invisível ao outro. a própria obra de arte e seu dispositivo como invisíveis àqueles que ali caminham; e assim seguem.

Dia 14 a dia 18 de março de 2016:

“Cartografias Vestíveis” por Caroline Ricca Lee, trilha sonora: Dudu Tsuda

A instalação configura fundição da roupa ao estatuto do sujeito, e como tal unidade prevê uma única via de expressão, linguagem e vivência. A condição humana é corpórea quando os limites da vivência em um mundo real são delimitados pela carne e pelas vestes que a recobrem. O vestuário constrói identidade e é memória atemporal do sujeito.

Dia 21 a dia 25 de março de 2016:

Exposição do processo criativo das ações e performances realizadas acerca da intervenção urbana Promenade de Dudu Tsuda

Concepção / Direção: Dudu Tsuda

Realização: Dudu Tsuda e Zamira Duque

Dia 30 de março a dia 23 de abril de 2016:

Sem autorização prévia. Mural de Danilo Oliveira

O mural será realizado ao olhos do público dentro da vitrine. Com um processo baseado na improvisação livre, todas as influências externas serão absorvidas, codificadas e transformadas em cores e formas. O resultado é imprevisível, pois assim é o processo. O principal material para a construção da pintura é o constante diálogo com o lugar e o tempo presentes, seja ele físico, social e/ou político.

Um evento da plataforma PLUSbrasil, organizado pela HumaVida e Lusofonia e.V. com o apoio da casa de artistas Villa Waldberta, do departamento cultural da cidade de Munique, do Instituto Goethe e da Färberei, instituição do Kreisjugendring-Munique Cidade.

Martín Lanz Landázuri do México integra a residênciaPLUSbrasil16, até março na Villa Waldberta, casa de artistas da cidade de Munique. O projeto Escandalizer é um espaço, desenvolvido em 2014 por uma equipe interdisciplinar de artistas mexicanos e brasileiros e criado em modo digital, utilizando recursos como vídeo mapping, desenho sonoro e a cor lilás. Instalado dentro da arquitetura física, este espaço aproveita da flexibilidade e maleabilidade de seus elementos.

Enquanto os artistas da residência realizam breves ações dentro da intervenção, se convida o público a um momento de imersão, para levá-lo a percorrer a estrutura estabelecida através de som, imagem, cor e ritmo. Buscamos afetar positiva e delicadamente o estado de ânimo e a percepção de tempo, espaço, e ritmo. As experiências do imergir nessa intervenção serão monitoradas e avaliadas através de métodos neuro-científicos no campo da percepção para optimizar o designe do espaço e para levar os intervenientes aos limites da atenção e da percepção buscando o lugar onde a realidade se distorce e muda.

O projeto integra a cultura digital e se liga à iniciativa do código aberto. Por isso, o projeto se desenvolve por meio de interação, experiência e novos desenhos, tanto realizados por artistas convidados pelas plataforma PLUSbrasil e Villa Waldberta, como realizados pelo público de Munique e arredores.

Equipe original: Martín Lanz, Alejandro Medina, Iván Paz, Iván García, Arely Pérez e Ricardo Bravo

Martín Lanz Landázuri é artista performático, coreógrafo e gestor cultural mexicano. Formado como coreógrafo pelo Centro de Investigación Coreográfica de México, em 2007 migrou para New York, envolvendo-se e colaborando com a comunidade de Movement Research, apresentando seus trabalhos no The Kitchen, Dancespaceproject, Judson Church, entre outros. Desde 2013 organiza o Laboratório Condensación no México. Em 2015 iniciou projetos com o coletivo moviSUR e como intérprete para a coreógrafa Ursula Eagly (EUA).
www.escandalizer.blogspot.mx

Um evento da plataforma PLUSbrasil, organizado pela HumaVida e Lusofonia e.V. com o apoio da casa de artistas Villa Waldberta e o departamento cultural da cidade de Munique.

Por duas semanas os artistas-em-residência na Villa Waldberta e seus convidados atuam ao vivo na vitrine da Färberei, seguindo uma simples regra: cada um deles estará exposto na vitrine entre as 8 da manhã e as 8 da noite por um dia inteiro para abrir o seu processo criativo ao público. Poderá ser uma obra acabada, uma performance ou o próprio processo artístico. Assim, os artistas pretendem explorar a idéia da presença e suas configurações de maneira crítica e pública.

15.2. Caroline Ricca Lee (artes visuais)
16.2. Bárbara Foulkes (coreografia)
17.2. Danilo Oliveira (pintura e desenho)
18.2. Mario Lopes (coreografia)
19.2. Martín Lanz (coreografia / em absência)
22.2. Dandara (música e performance)
23.2. Paulo Monarco (música)
24.2. Patricia Black (vídeo e filme)
25.2. Dudu Tsuda (instalação e performance)
26.2. Michelle Moura (coreografia)

A seguir, em março, alguns dos artistas-em-residência irão expor obras na vitrine. Seguirá programação.

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Um evento da plataforma PLUSbrasil, organizado pela HumaVida e Lusofonia e.V. com o apoio da casa de artistas Villa Waldberta, o departamento cultural da cidade de Munique, o Instituto Goethe e Iberescena.

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A performance musical Dois tempos de um lugar é uma produção da cantora e atriz brasileira Dandara Modesto e do músico e compositor Paulo Monarco. As canções são influenciadas pela Música Popular Brasileira e a poesia folclórica do interior do Brasil, dirigindo-se ao público. Juntando diferentes formas de arte eles creiam um espetáculo interdisciplinar de música, teatro e luz.

Com: Dandara: Canto e guitarra
Paulo Monarco: Canto e guitarra
Direção artística e conceito de luz: Patricia Black
Escenario e figurino: Caroline Ricca Lee

Dandara Modesto e Patricia Black são parte da residenzPLUSbrasil16, convidados para uma residência artística na Villa Waldberta, casa de artistas da cidade de Munique, e apoiado pelo Departamento Cultural da cidade de Munique.

Dandara é reconhecida por ser uma intérprete vigorosa de grande técnica e força cênica. Já gravou, tocou e foi dirigida por renomados produtores, músicos e diretores como Zeca Baleiro, Swami Jr, Guilherme Kastrup, Tó Brandileone, Mauricio Caruso e Marcelo Lazzaratto. No Brasil já foi premiada em diversos festivais e mostras de música.

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Um evento da plataforma PLUSbrasil, organizado pela HumaVida e Lusofonia e.V. com o apoio do Goethe Instituts, a casa de artistas Villa Waldberta e o departamento cultural da cidade de Munique.