O grupo Bavaschôro reúne cinco músicos profissionais provindos de vários gêneros e diferentes tradições musicais – do Brasil, de Portugal e da Baviera („Unterbiberger Hofmusik“). A música brasileira de barzinho, uma fusão entre melodias de dança tipicas do „Kaffeehaus“ e ritmos africanos, retorna à Europa através do Bavaschôro e é apimentada com música folclórica bávara.
Os Balangandãs são um trio de Curitiba, Brasil, à volta do músico e compositor Gabriel Schwartz. Eles encontram-se em tournée pela Europa (Barcelona-Madrid-Paris-Zurique-Basileia-Munique), sendo seu único concerto na Alemanha no Köşk.
Os Balangandãs e Bavaschôro irão em conjunto dar ritmo ao Köşk e enfeitiçar o público de Munique.
O artista brasileiro Danilo Oliveira, com mais de 15 anos de atuação, realiza sua primeira exposição individual na Europa, e pela primeira vez produz uma mostra inteira fora de sua terra natal. Este deslocamento tem trazido novas questões e discursos ao trabalho. Aqui, além de pinturas, serão apresentadas monotipias, desenhos e objetos que expressam um pouco dessa experiência.
A nova realidade populacional do continente suscita fortes questionamentos sobre pertencimento, identidade e relações de posse e poder. Novas cores e novas culturas recém-chegadas à Europa ocidental colocam em tensão determinadas certezas e hegemonias construídas historicamente à custa dessas mesmas cores e culturas.
Utilizando materiais diversos (telas, madeira, papel, objetos do cotidiano) cria-se uma articulação inusual na obra do artista. Se por um lado a sua pintura segue em um lugar entre a paisagem e a abstração, na experimentação de suportes e desestabilização do plano, se constroem tensões que buscam expor situações-limites entre plano e forma, controle e experimentação, leste e oeste, ocidente e oriente, o seco e o encharcado.
Danilo Oliveira é artista plástico, educador, articulador e VJ, vive e trabalha em São Paulo. Mestre em artes visuais, desde 1999 participa de coletivos e grupos de atuação artística. Danilo faz curadorias, especialmente no âmbito das relações da arte contemporânea com o espaço público, trabalhando com artistas como Blu, Mark Jenkins, Jorge Rodriguez-Gerada, Florentijn Hofman, Steve Powers. Dá aulas de história da arte, serigrafia e gravura. Desde 2013 é representado pela galeria Virgílio, em São Paulo.
Oficinas com Danilo Oliveira:
Murais latino-americanos e street art: história e prática, a partir dos 14 anos
Através de uma apresentação da história e experimentando em métodos e técnicas, os participantes vão conhecer alguns processos no desenvolvimento da street art e a arte dos murais latino-americanos. Desde os muralistas políticos e mexicanos do começo do século vinte aos „pixadores“ de São Paulo a partir dos anos 80.
Monoprint como rastro de corpo, a partir dos 12 anos
Introdução ao monoprint, uma das técnicas mais antigas de impressão. O monoprint põe em relação o nosso processo criativo com o tempo que demora: entre a criação da chapa e a impressão poderão acontecer coisas imprevistas. Os participantes exprimentam com o processo e criam impressões originais e únicas.
Seguindo à estadia de artistas de São Paulo em 2013 na Villa Waldberta, a plataformaPLUSbrasil de janeiro a março de 2016 realiza uma nova residência. Sete artistas da América do Sul tomam por ponta de partida os movimentos do Sul para os processos artísticos que irão desenvolver na Villa Villa Waldberta. Patricia Black, Dudu Tsuda e Danilo Oliveira são três desses bolseiros, Caroline Ricca Lee é artista convidada.
Programação:
Dia 7 a dia 11 de março de 2016:
eu sou um fantasma você não me vê
Instalação por Patricia Black
a obra aqui proposta (palavra e fotografia) procura enaltecer sua forma-conceito na redundância de si mesmo: o fantasma como alguém que segue invisível ao outro. a própria obra de arte e seu dispositivo como invisíveis àqueles que ali caminham; e assim seguem.
Dia 14 a dia 18 de março de 2016:
“Cartografias Vestíveis” por Caroline Ricca Lee, trilha sonora: Dudu Tsuda
A instalação configura fundição da roupa ao estatuto do sujeito, e como tal unidade prevê uma única via de expressão, linguagem e vivência. A condição humana é corpórea quando os limites da vivência em um mundo real são delimitados pela carne e pelas vestes que a recobrem. O vestuário constrói identidade e é memória atemporal do sujeito.
Dia 21 a dia 25 de março de 2016:
Exposição do processo criativo das ações e performances realizadas acerca da intervenção urbana Promenade de Dudu Tsuda
Concepção / Direção: Dudu Tsuda
Realização: Dudu Tsuda e Zamira Duque
Dia 30 de março a dia 23 de abril de 2016:
Sem autorização prévia. Mural de Danilo Oliveira
O mural será realizado ao olhos do público dentro da vitrine. Com um processo baseado na improvisação livre, todas as influências externas serão absorvidas, codificadas e transformadas em cores e formas. O resultado é imprevisível, pois assim é o processo. O principal material para a construção da pintura é o constante diálogo com o lugar e o tempo presentes, seja ele físico, social e/ou político.
Martín Lanz Landázuri do México integra a residênciaPLUSbrasil16, até março na Villa Waldberta, casa de artistas da cidade de Munique. O projeto Escandalizer é um espaço, desenvolvido em 2014 por uma equipe interdisciplinar de artistas mexicanos e brasileiros e criado em modo digital, utilizando recursos como vídeo mapping, desenho sonoro e a cor lilás. Instalado dentro da arquitetura física, este espaço aproveita da flexibilidade e maleabilidade de seus elementos.
Enquanto os artistas da residência realizam breves ações dentro da intervenção, se convida o público a um momento de imersão, para levá-lo a percorrer a estrutura estabelecida através de som, imagem, cor e ritmo. Buscamos afetar positiva e delicadamente o estado de ânimo e a percepção de tempo, espaço, e ritmo. As experiências do imergir nessa intervenção serão monitoradas e avaliadas através de métodos neuro-científicos no campo da percepção para optimizar o designe do espaço e para levar os intervenientes aos limites da atenção e da percepção buscando o lugar onde a realidade se distorce e muda.
O projeto integra a cultura digital e se liga à iniciativa do código aberto. Por isso, o projeto se desenvolve por meio de interação, experiência e novos desenhos, tanto realizados por artistas convidados pelas plataforma PLUSbrasil e Villa Waldberta, como realizados pelo público de Munique e arredores.
Equipe original: Martín Lanz, Alejandro Medina, Iván Paz, Iván García, Arely Pérez e Ricardo Bravo
Martín Lanz Landázuri é artista performático, coreógrafo e gestor cultural mexicano. Formado como coreógrafo pelo Centro de Investigación Coreográfica de México, em 2007 migrou para New York, envolvendo-se e colaborando com a comunidade de Movement Research, apresentando seus trabalhos no The Kitchen, Dancespaceproject, Judson Church, entre outros. Desde 2013 organiza o Laboratório Condensación no México. Em 2015 iniciou projetos com o coletivo moviSUR e como intérprete para a coreógrafa Ursula Eagly (EUA).
www.escandalizer.blogspot.mx
Por duas semanas os artistas-em-residência na Villa Waldberta e seus convidados atuam ao vivo na vitrine da Färberei, seguindo uma simples regra: cada um deles estará exposto na vitrine entre as 8 da manhã e as 8 da noite por um dia inteiro para abrir o seu processo criativo ao público. Poderá ser uma obra acabada, uma performance ou o próprio processo artístico. Assim, os artistas pretendem explorar a idéia da presença e suas configurações de maneira crítica e pública.
15.2. Caroline Ricca Lee (artes visuais)
16.2. Bárbara Foulkes (coreografia)
17.2. Danilo Oliveira (pintura e desenho)
18.2. Mario Lopes (coreografia)
19.2. Martín Lanz (coreografia / em absência)
22.2. Dandara (música e performance)
23.2. Paulo Monarco (música)
24.2. Patricia Black (vídeo e filme)
25.2. Dudu Tsuda (instalação e performance)
26.2. Michelle Moura (coreografia)
A seguir, em março, alguns dos artistas-em-residência irão expor obras na vitrine. Seguirá programação.