O filósofo Harry Frankfurt examina no seu livro „On Bullshit“ uma maneira de falar, que não reclama conteúdo verídico para si e que, portanto, não pode ser impugnada. Neste bullshit, ele vê um perigo maior para os factos e as realidades que nas mentiras reais. „Short of Lying“ retoma esse conceito, sendo uma performance narrativa sobre enganos, uma leitura sobre como narrar estórias; sobre o desejo profundo da maioria das pessoas de dar sentido e lógica à vida e ao viver, que foi sonegado pelos meios de comunicação nas décadas passadas. A peça trata do poder com que as narrativas às quais estamos expostos diariamente, influenciam a nossa percepção da realidade. Na forma de um TED-Talk, „Short of Lying“  examina a arte da argumentação, revela diferentes mecanismos de manipulação e enreda o público de modo lúdico com enganos e perigosas meias-verdades.

A escritora e performer Luanda Casella vive e trabalha desde 2006 na Bélgica. Como artista, se concentra em como os indivíduos se posicionam em relação às narrativas, para poder desenvolver um sentido de identidade, formar uma opinião sobre o mundo e no fim, proteger-se. Graduada pela KASK School of Arts, Casella tem desenvolvido vários monólogos e performances de storytelling. Em 2018 „Short of Lying“ ganhou o prêmio de escritores jovens Sabam Jongtheaterschrijfprijs do teatro Aan Zee.

Trailer https://vimeo.com/285737178

O desespero político é o ponto de partida para Rodrigo Batista. Ele vê o seu trabalho como revolta performativa – entre outras coisas contra a decaída da democracia no Brasil, algo que afetou radicalmente a sua tarefa e o seu posicionamento como ator de teatro. Se a democracia falha, o que significa isso para a representação em si? Como se pode encenar declarações políticas e que atitude artística poderá causar uma revolta verdadeira? „The Furious Rodrigo Batista“, um solo em duas partes, resulta destas questões. A-Side está baseado na música popular brasileira, B-Side na música pop norte-americana, numa tela são projetadas letras de canções misturadas com notícias atuais. O que em A-Side é apenas insinuado, é aguçado em B-SIDE: O corpo do artista dançando torna-se o lugar duma estética autodestrutiva, utilizando palavrões, a linguagem visual de Gore e pornografia e colhendo inspiração em pichação, Frantz Fanon e Chris Burden. Pela primeira vez A-Side e B-Side serão apresentados juntos.

Rodrigo Batista é produtor de teatro e pedagogo. Atualmente trabalha numa serie de solos levando a revolta para a performance. O primeiro resultado é THE FURIOUS RODRIGO BATISTA. Batista tem um mestrado em direção teatral pela Universidade de São Paulo e faz parte do grupo [pH2]: estado de teatro já há 10 anos. Estuda no DAS Theatre em Amsterdão.

Teaser https://vimeo.com/351533441

Depois de uma tournée de sucesso pelo Brasil, o grupo Bavaschôro regressa a Munique com novos arranjos e composições. Melodias tradicionais do choro se fundem com interpretações contemporâneas e da tradição bávara. Desta vez o grupo convida a cantora Dandara, de São Paulo, antiga bolseira da Villa Waldberta.

Bavaschôro reúne cinco músicos profissionais, multi-instrumentistas e de formação clássica, provindos de vários gêneros e diferentes tradições musicais: o brasileiro Henrique de Miranda Rebouças ao violão de 7 cordas, Marcio Schuster toca saxofone e enriquece o repertório com composições próprias, a guitarra portuguesa e o violino são os instrumentos do luso-bávaro Luís Maria Hölzl. O percussionista Ludwig Himpsl (também corneta e tuba) e seu irmão Xaver Himpsl no fliscorne levam as influências bávaras para a banda.

Dandara, cantora e performer tem como instrumento a voz. Na busca de suas origens ela faz releituras de canções da Música Popular Brasileira e de compositores contemporâneos. Acaba de editar um videoclip com o grupo OKKA.

Mais Informações: www.bavaschoro.de

O projeto de Luiz Ruffato Inferno Provisório, composto por cinco romances, recria um retrato histórico do Brasil, acompanhando o país desde a sociedade agrária dos anos 50 até nossa época pós-industrial, da perspectiva dos que até hoje não têm tido voz própria na literatura brasileira: os trabalhadores comuns.

Enquanto os três primeiros volumes, Mamma, son tanto felice, O mundo Inimigo e Vista parcial da noite, se concentram no cotidiano e das gentes que sobrevivem nas regiões do interior e na cidade de Cataguases, donde Ruffato é oriundo, este quarto volume, O Livro das Impossibilidades – o original é de 2008 –, dá protagonismo aos que tentam em São Paulo vingar e subir na escala social. Porém, por mais que lutem por uma vida melhor para si e seus filhos, não conseguem superar a rigidez das estruturas sociais.

O “romance coletivo pela ótica de indivíduos” de Luiz Ruffato mistura perspectivas e tempos narrativos, entrelaçando o acontecido com o falado e assim criando fascinantes colagens textuais. „Tem sido sempre meu esforço encontrar uma nova linguagem, uma voz para essa população. Encontrar uma forma em mostrar as especificidades desta classe social, mas com dignidade, sem preconceito.“ Este romance constitui uma panorâmica incisiva que abrirá para um debate sobre a atualidade brasileira.

A sua obra é editada na Alemanha na editora Assoziation A (Berlim/Hamburgo). O escritor e  seu tradutor Michael Kegler receberam em 2016 o prêmio internacional Hermann Hesse.

Moderação e tradução: Michael Kegler

Seu primeiro disco “Céu” foi influenciado pelo samba de raiz e a música urbana e rendeu à cantora três indicações ao Grammy, além de ter ganho com ele o prêmio alemão da crítica. Seu disco de estreia vendeu mais de 200 mil cópias só nos Estados Unidos, a mais alta posição no Top 200 da Billboard. Caetano Veloso afirmou estar ali o futuro da música brasileira.

O álbum mais recente Tropix é um disco sintético, noturno e reluzente. Nos últimos dez anos, Céu se tem apresentado nos maiores festivais do mundo, como Montreal Jazz Festival, North Sea Jazz, Coachella, Roskilde, Rock in Rio, SF Jazz, JVC Jazz, entre outros.

Céu no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC38xbd3KhfU8afjOQiix35A