Um convite a visitar, a partir do sofá, diversas exposições e coleções do mundo lusófono. Aqui alguns links para museus que oferecem visitas guiadas, às vezes só fotografias, outras vezes passeios virtuais, quase sempre em português, também em inglês. Caminhar pelos sites traz agradáveis surpresas.

PINACOTECA DE SÃO PAULO

MUSEU NACIONAL DO RIO DE JANEIRO

MUSEU AFRO-DIGITAL, SALVADOR, BAHIA

MUSEU DE ARTE ANTIGA, LISSABON

MUSEU GULBENKIAN, LISSABON

PARK DES GULBENKIAN-MUSEUMS IN LISSABON
(em língua gestual)

und weitere Angebote in Lissabon

FUNDAÇÃO DE SERRALVES IN PORTO

Neste ano o festival UNDERDOX acontece pela 15a vez e continua com filmes em português no programa. 

Armour (PT/ CA 2020, 30min, em inglês e francês com subtítulos em inglês)

Hector vinha podre de bêbado. O pai estava doente e quase a morrer, a namorada trocou-o por um tipo mais velho e levou-lhe o filho de onze anos. Naquele dia vestia uma armadura. Havia uma festa medieval e a cidade estava ao rubro.

O diretor Sandro Aguilar (nasceu em 1974 em Angola, cresceu em Portugal) pertence a „shorts generation“, um grupo de cineastas, dando novo valor a curta-metragem.  

A Dança do Cipreste (PT 2020, 37 min, em portugês e inglês com subtítulos em inglês)

Corpos, natureza, flores, bichos, a luz e a noite, acordam uma narrativa de desejo e sonho. Um filme que paira sobre as coisas, aproxima-se delas, toca-lhes… um filme de gestos, de mãos, melancólico e agitado. Personagens adormecidas e despertas movem-se numa depurada paisagem de límpidos e obscuros desejos; Valéry e Bataille, amor e erotismo e a bravura do pensamento. E mais fantasmas e espelhos ancestrais de água que recolhem imagens. Um filme que fulgura, atmosférico, musical, encantatório. (Carlota Gonçalves)

A dupla Francisco Queimadela e Mariana Caló (A Trama e o Círculo, 2015 e Sombra Luminosa, 2018) realiza esta viagem sensorial, entre o documental e a imaginação. Um encontro com a natureza, o contacto e o afecto, o movimento de um círculo familiar.

— Devido a situação pandémica e ao encerramento dos cinemas, lamentamos comunicar que o festival e a mostra dos filmes foi cancelado. Agradecemos o vosso apoio e compreensão. —

Dentro da programação do Quarto Festival da Primavera de Cinema Brasileiro em Munique apresentamos no domingo, 22 de março, dois filmes que se baseiam na obra do escritor Luiz Ruffato.

18:00 horas

ESTIVE EM LISBOA E LEMBREI DE VOCÊ

É uma adaptação de romance homônimo de Luiz Ruffato de 2010. Conta a história de Sérgio de Souza Sampaio, um jovem mineiro de Cataguases que, após uma série de decepções em sua vida pessoal, se decide a mudar para Portugal com o sonho de juntar dinheiro e rico, regressar ao Brasil. Na cidade de Lisboa se confronta com a miséria, reconhecendo que a realidade do imigrante difere da idealizada.

VO legendas em inglês (Drama BR/PT 2016, 1h 34min)
Direção: José Barahona 

19:35 horas

REDEMOINHO

Lembranças do passado voltam à tona. O filme se baseia em estórias da obra Inferno Provisório de Luiz Ruffato. Em Cataguases, cidade de Minas Gerais, dois amigos acabam se reencontrando após longo tempo sem se verem. Luzimar e Gildo eram inseparáveis durante a infância. Na véspera de Natal, os dois se reúnem para uma conversa regada a muita bebida, que desperta em Luzimar e Gildo a oportunidade de reavaliar seus caminhos e de falar sobre suas lembranças, seus remorsos e suas alegrias.

VO com legendas em alemão (Drama BR 2014, 1h40min)
Direção: José Luiz Villamarim

O festival decorre no fim de semana de 20-23 de março de 2020 sob o tema riqueza do Brasil em facetas, humanas e afetuosas, caóticas e injustas, apresenta vários filmes, dramas, comédias, documentários. Com música ao vivo e salgados brasileiros. Mais programa:

Sexta-feira, 20 de março
20:30h Simonal

Sábado, 21 de março
16:30h Amizade – Teokoayhu
18:30h Oração do Amor Selvagem
20:30h Maria do Caritó 

Domingo, 22 de março
16:00h Se eu fosse você 2

— Devido a situação pandémica e ao cancelamento da viagem da autora lamentamos comunicar que a leitura foi cancelada. Agradecemos o vosso apoio e compreensão. —

A escritora portuguesa Isabela Figueiredo analisa neste relato autobiográfico, de um modo muito pessoal e crítico, o que foi o colonialismo português em Moçambique.

A narradora nasceu e cresceu em Lourenço Marques, hoje Maputo, capital de Moçambique. No foco das suas memórias está a figura do seu pai, que desde os anos 50 vivia e trabalhava em Moçambique. Fugido a uma situação precária no interior de Portugal é na colónia que ele consegue singrar e onde demonstra a sua primazia branca e racista. O que a filha vive e testemunha vai ser descrito a partir de uma perspetiva inocente que, por isso mesmo, tem o poder de desconstruir o mito de um colonialismo “bonzinho”. O quotidiano é marcado por discriminação, racismo descarado, sexismo e violência para com a população autóctone.

A uma distância de quatro décadas Isabela Figueiredo enfrenta o seu próprio passado e a relação com o pai, figura que representa o passado colonial. É só em 2009 e após a morte do pai que ela publica o livro, que gera de imediato fortíssimas críticas, pois ao aplicar um olhar nada pacífico sobre o colonialismo português, o caderno de memórias tinha quebrado um tabu.

Isabela Figueiredo, jornalista e escritora, nasceu em 1963 em Lourenço Marques, hoje Maputo e, em 1975, na sequência da revolução e da independência de Moçambique, foi enviada para casa de familiares no interior de Portugal. Publicou em 2016 o romance A Gorda, galardoado com vários prémios. Publica regularmente prosa curta no seu blog.

Fado é património imaterial da humanidade desde 2011 e tem tido uma renascença bastante notável nos últimos anos graças a gente nova na cena de fado dentro do país e lá fora. As grandes salas de espetáculo são procuradas por esta gente, mas os lugares tradicionais do fado quase só são celebrados e frequentados em Portugal (em tascas, restaurantes, clubes de fado).

De 30 de janeiro a 1 de fevereiro dois cantores de Lisboa fazem acontecer 3 noites de fados em tascas situadas em Giesing e mostrar ao público de Munique esta música ao vivo, que não é música de fundo. Característico são setes de 4-6 fados, que dão uma estrutura ao serão, mas deixam liberdade para convívio e conversas entre os setes. O fado é interpretado por Matilde CidManuel Marçal, acompanhado pela guitarra portuguesa (Luís Maria Hölzl) e a viola (Henrique de Miranda Rebouças).

Datas:
30.01. às 20 Uhr no RiffRaff, , Tegernseer Landstraße 96
31.01. às 16 Uhr no Tony´s Stüberl às 18 Uhr no Kastaniengarten
01.02. às 21 Uhr no Ambar Bistro, Tegernseer Landstraße 25

Matilde Cid nasceu em Estremoz e cresceu no seio de uma família ligada à música. Maria João Quadros convidou-a a integrar o elenco residente da “Casa da Mariquinhas” em Alcântara, em 2014 João Braga convidou-a para participar no seu concerto, onde a apresentou como uma das novíssimas vozes do fado a não perder de vista nos tempos mais próximos. Participou no festival de Fado Caixa Alfama em todas as suas edições (de 2014 a 2017). Em Dezembro de 2016 tive o seu primeiro concerto a solo no CCB o qual teve críticas muito positivas.

Manuel Marçal é cantor de fado e criou com a Fatum, uma organização com a missão de explicar o fado aos turistas e portugueses que desejam ir aos locais fora dos roteiros turísticos e visitar o fado como os fadistas o fazem. Foi director artístico de duas casas de fado e produtor de um musical em Londres (Once In Fado).

Luís Maria Hölzl fez entre 2004 e 2012 os estudos de guitarra  na Escola Superior de Música de Würzburg (2009 diploma / 2012 Meisterklasse). Para além das suas apresentações como guitarrista clássico, tem participado em projetos de música contemporânea com guitarra elétrica e baixo. Colabora em projetos de fado e de música brasileira com a guitarra portuguesa (Fado SulTrio FadoBavaschôro) e, desde 2008, faz parte do projeto Fado Errático de Stefano Gervasoni com a fadista Cristina Branco. www.luismariahoelzl.de 

Henrique de Miranda Rebouças (Salvador, Brasil) estudou violão clássico na  Universidade Federal da Bahia. Obteve uma bolsa do DAAD e continuou os estudos na Musikhochschule Nürnberg-Augsburg (Meisterklassediplom em 2008). Desde 2014 Henrique é também Master of Arts pela Mozarteum Universität (Salzburgo). Suas atividades concertantes envolvem diferentes projetos como Fado SulBavaschôroMarcio Schuster Trio, Thomas Etschmann, Vatapá, Njamy Sitson.