Beatriz Bracher Não Falei, editora 34, 2004
Die Verdächtigung, Assoziation A, 2015

Desde a mudança de governo em 2003 que o Brasil tem tido uma admirável evolução. Tanto a presidência de Lula da Silva como a de Dilma Roussef, ambos PT, conseguiram aliar crescimento econômico a progresso social. Internacionalmente o Brasil não pode ser ignorado, tanto na área da política, como na da economia e na da cultura. Porém, por detrás dessa fachada atrativa – futebol, copacabana, carnaval e amazonas – se escondem dramáticas injustiças sociais. Mesmo que os protestos de junho de 2013 quando da confederation cup tenham entretanto perdido força, o país continua dividido. O passado da ditadura, nunca profundamente revisto, contribui também para o mal-estar geral.

No seu romance “Não falei” Beatriz Bracher tematiza o trauma da ditadura brasileira entre 1964 e 1985. O protagonista, professor prestes a ser aposentado, irá se mudar para uma pequena cidade. Assim, ao  arrumar a casa paterna, tem bastas ocasiões de olhar para sua vida até aos tempos de juventude. Ele se empenhara politicamente e havia tido conflitos com o regime militar. Tinha a certeza de não ter traído ninguém sob tortura e, apesar disso, a vida inteira dele suspeitaram e foi feito responsável pela morte do amigo e cunhado.

Através de uma trama complexa e tecida por associações a escritora consegue cruzar tragédias pessoais e coletivas. O eu-protagonista não só reflete sobre fatos e encontros, como também tenta ordenar suas lembranças e as colocar no contexto alargado da mais recente história do Brasil. Este romance que contem uma longa reflexão sobre memória e memórias, sobre iluminações e silêncios, poderá também ser lido como uma penosa desistência das utopias e dos sonhos. Sobre tudo isso iremos conversar com Beatriz Bracher e com Ursula Prutsch, catedrática de estudos culturais americanos na universidade de Munique.

Com Beatriz Bracher e Prof. Dr. Ursula Prutsch
Leitura em alemão e intérprete: Patrícia Viegas-Louro
Moderação: Vera Cornette, Bayerischer Rundfunk

Entrada 8 € / 5 €

Para mais informações e reserva: www.bayernforum.de
Ou por email: bayernforum@fes.de

Lothringer 13, Rroom
Lothringer Str. 13
81667 München
www.lothringer13.de 

Um evento do BayernForum da Fundação Friedrich-Ebert

Em cooperação com Lusofonia e. V.

O tempo está correndo: quem ganhará a Copa 2014? O Brasil, maior país da América Latina e campeão de futebol, recebe o campeonato no seu território. As esperanças brasileiras são enormes. E não só em relação a uma vitória na Copa, pois desde junho de 2013 que a copa vem provocando as maiores manifestações de protesto desde a ditadura militar nos anos oitenta. O planejamento e as preparações para este mega-evento têm posto a descoberto as injustiças e as falhas sociais. Insatisfação e frustração se extravasam na rua, onde milhões de brasileiros clamam contra a corrupção e exigem mais  igualdade social.

Uma semana após o jogo final iremos focar nosso olhar sobre o país questionando aspetos sociais e políticos. Será que os movimentos sociais mostraram que pode existir um futebol mais democrático e rebelde? Como correu a Copa e, mais importante, será que vai mudar algo para a população brasileira?

Ekrem Güzeldere, com formação em ciências políticas e analista político em Istanbul, vem relatando a Copa diretamente do Brasil e irá transmitir suas observações.

Mario Lopes, dançarino e coreógrafo no coletivo DMV22, nasceu e cresceu em São Paulo. Ele se encontra em Munique como produtor artístico do +br14 e irá relatar suas experiências quanto à situação sócio-política brasileira  e apresentar sua estimativa sobre seu país.

O Brasil não se encontra só nestas novas formas de articular intensamente os protestos sociais visando uma nova ordem social. Assim, no pódio, os especialistas farão a ponte para os protestos no parque de Gezi em Istambul.

O debate-fishbowl será acompanhado de música pelos artistas do +br14.

Mediação:
Katrin Schömann, BayernForum da Fundação Friedrich-Ebert
Anna-Lena Koschig, formada em ciências culturais

Um evento do BayernForum da Fundação Friedrich-Ebert (www.bayernforum.de) em cooperação com a LUSOFONIA e.V.

+br14 é uma ação do PLUSbrasil, projeto interdisciplinar de arte em intercâmbio entre São Paulo e Munique realizado por HumaVida São Paulo e Lusofonia e.V. Munique desde 2008.

Com o apoio do departamento cultural da cidade de Munique e da Universidade de São Paulo. Com apoio financeiro do Auswärtiges Amt e do Instituto Goethe.

A cidade se move, caótica, em arquitetura dinâmica e defensiva que segue o ciclo de demolição e construção. Dentro dessa maquete gigante nós pulsamos ‒ entramos e saímos, ocupamos e abandonamos, paramos e andamos. Manipulados por arquitetura e movimento seguimos com nosso corpo concreto nossas obrigações e só no sonho o parar será uma saída.

TREPP é uma performance para o espaço público que une grafiti, videoarte, dança contemporânea e música nova tocada ao vivo. A peça cria uma sinfonia de imagens em movimento que seguem o ritmo da música, transformando a perspectiva do cotidiano. A peça, concebida em 2013 durante uma residência artística na Villa Waldberta, ganhou em São Paulo uma composição de Yuri Pradi e tem vindo a ser desenvolvida em cooperação com o grupo Ôctôctô.

DMV22
dança: Mario Lopes, Marina Massoli
grafite digital: Achiles Luciano
videomapping: Vitor Pardinho

Grupo Ôctôctô
Cibele Odete Palopoli – flauta
Luis Santiago Malaga Leme – saxofone
Felipe Pinheiro Roque – trompete
Yuri Prado Brandão de Souza – guitarra
Márcio Modesto – piano
Edinaldo Santos – trombone
Miguel Eduardo Diaz Antar – contrabaixo
Rubens José de Oliveira Junior – bateria
Prof. Dr. Michael Kenneth Alpert

+br14 é uma ação do PLUSbrasil, projeto interdisciplinar de arte em intercâmbio entre São Paulo e Munique realizado por HumaVida São Paulo e Lusofonia e.V. Munique desde 2008. Em cooperação com o BayernForum da fundação Friedrich-Ebert e do espaço Projektraum Streitfeld.

Com o apoio do departamento cultural da cidade de Munique e a Universidade de São Paulo. Com apoio financeiro do Auswärtiges Amt e do Goethe-Institut.

O grupo instrumental Ôctôctô de São Paulo se movimenta entre a música popular brasileira e a música erudita. Arranjos e composições novas dos integrantes interagem com repertório conhecido.

O octeto é composto por jovens músicos cuja trajetória em conjunto começou em 2008, quando ainda estudavam e cujo desejo foi fazer dialogar a música popular com a música erudita. Eles trabalham junto ao LAMUC (Laboratório de Música de Câmara do Departamento de Música da ECA-USP) e têm apresentado concertos na universidade, assim como têm desenvolvido uma enorme atividade com apresentações na Mostra de Jazz São Paulo, no Centro Cultural Rio Verde, no Memorial da América Latina, no Teatro Municipal de São Sebastião como também no Sesc Maringá. O grupo se tornou uma referência para o departamento de música da USP, tendo interpretado obras inéditas de jovens compositores. Em 2011 foram agraciados com o prêmio Programa Nascente.

Dentro do festival +br14 o octeto Ôctôctô irá se apresentar em Munique.

Integrantes:
Cibele Odete Palopoli –  flauta transversal
Luis Santiago Malaga Leme – saxofone
Felipe Pinheiro Roque – trompete
Yuri Prado Brandão de Souza – guitarra
Márcio Modesto – piano
Edinaldo Santos – trombone
Miguel Eduardo Diaz Antar – contrabaixo
Rubens José de Oliveira Junior – percussão
Prof. Dr. Michael Kenneth Alpert (responsável por LAMUC)

Um evento no âmbito do +br 14, em cooperação com Lusofonia e.V. e HumaVida Produções.

br14 é uma ação do PLUSbrasil, projeto interdisciplinar de arte em intercâmbio entre São Paulo e Munique realizado por HumaVida, São Paulo e Lusofonia e.V. Munique desde 2008.

Com o apoio do departamento cultural da cidade de Munique e da Universidade de São Paulo. Com apoio financeiro do Auswärtiges Amt e do Instituto Goethe.

Achiles Luciano, artista plástico de São Paulo, usa técnicas rápidas e espontâneas que lhe permitem trabalhar ao vivo. Especialmente para o coletivo DMV22 ele desenvolveu performances com pintura digital ao vivo, das quais haverá mostras na abertura e em vídeos.

Durante a residência artística entre fevereiro e abril de 2013 na casa de artistas da cidade de Munique, na Villa Waldberta em Feldafing, ele teve oportunidade de continuar e de intensificar seu laboratório de composição de técnicas: fotografia e pintura, Tagtool, pintura digital e adesivo translúcido. Surgiram quadros com um acamamento de diversas superfícies, testemunho dessa estadia, da performatividade com o grupo e da convivência com cada um dos artistas do coletivo+br13. O acamamento das diversas superfícies se revela, ao mesmo tempo que as camadas se confundem umas nas outras, semelhante à osmose, que pode aqui ser imagem-símbolo de um intercâmbio artístico, do compartilhamento de conhecimentos e vivências, e também de um processo de assimilação cultural, permeável ou não ao Outro.

Paralelo à ação artística Achiles Luciano se empenha como professor de arte em centros culturais e tem participado em exposições coletivas em galerias de São Paulo, Londres e Barcelona.

Saiba mais sobre o artista: www.achilesluciano.com