Uma explosão de energia e alegria, uma voz poderosa, um show impressionante e, sem dúvida, uma música estimulante. DNA é o quarto disco de Flavia Coelho, artista das favelas do Rio, vivendo agora em Paris. Sua música representa esse estado híbrido: baile funk se junta à música caribenha, a cumbia é reinventada, hip-hop encontra reggae e a música pop também está presente. Em conjunto com sua banda, Flavia confronta seu público com um groove e um charme irresistíveis.

Video Flavia Coelho – DNA 

www.flaviacoelhomusic.com

“É a palavra quem cria a realidade. Quem inventa uma história, inventa um mundo. Não existe verdadeira ficção, na medida em que toda a ficção impõe uma realidade.”

Estas palavras do escritor angolano José Eduardo Agualusa apontam para o seu talento em inventar histórias e em, através delas, criar novas realidades. Neste encontro virtual vamos ouvir uma curta crónica do autor e seguir uma conversa sobre ilhas, ventos e mares, sobre “os vivos e os outros” (título do seu último romance). O escritor dará parte da sua escrita: ficções e realidades, criação e cotidiano, vivências e sonhos. Um debate vivo em que todos são convidados a participar tem o poder de nos aproximar da literatura, das suas questões e do seu papel entre nós.

Leitura e debate: José Eduardo Agualusa e Michael Kegler
Música: Dandara Modesto

José Eduardo Agualusa nasceu em 1960 no Huambo/Angola e estudou agronomia e silvicultura em Lisboa. Desde 1989 que publica poemas, contos e romances, premiados e traduzidos para várias línguas. O romance Teoria Geral do Esquecimento entrou na Shortlist do Man Booker International Prize 2016. Vive como escritor e jornalista agora em Moçambique. O seu último romance “Os vivos e os outros”, publicado em 2020, junta numa ilha escritores que, devido a uma tempestade, ali ficam em isolamento forçado.

Michael Kegler nasceu em 1967 em Gießen, passou parte da sua infância na Libéria e no Brasil. Desde os anos 90 que traduz literatura lusófona. Recebeu em 2014 o Prémio de tradução Straelener e junto com Luiz Ruffato, em 2016 o prémio internacional Hermann Hesse. Traduziu os últimos três romances de Agualusa. Em 2021 serão publicadas traduções suas de grandes nomes da literatura portuguesa como Sophia de Mello Breyner Andresen, Al Berto e Ana Luísa Amaral.

Dandara nasceu em 1990 em São Paulo, é intérprete por essência, cantora e performer que tem como instrumento a voz. Poética, potente e tropical, reflete um “outro” Brasil, uma “outra” música brasileira sofisticada e contemporânea com raízes na MPB, na tradição da canção brasileira e ritmos populares afro-brasileiros que flertam com o jazz e o groove americano, gerando um “pop experimental brasileiro”.

Um convite a visitar, a partir do sofá, diversas exposições e coleções do mundo lusófono. Aqui alguns links para museus que oferecem visitas guiadas, às vezes só fotografias, outras vezes passeios virtuais, quase sempre em português, também em inglês. Caminhar pelos sites traz agradáveis surpresas.

PINACOTECA DE SÃO PAULO

MUSEU NACIONAL DO RIO DE JANEIRO

MUSEU AFRO-DIGITAL, SALVADOR, BAHIA

MUSEU DE ARTE ANTIGA, LISSABON

MUSEU GULBENKIAN, LISSABON

PARK DES GULBENKIAN-MUSEUMS IN LISSABON
(em língua gestual)

und weitere Angebote in Lissabon

FUNDAÇÃO DE SERRALVES IN PORTO

Um serão com ANNETTE PAULMANN & o tradutor LUIS RUBY

Assinalando o centenário de Clarice Lispector, este ícone da literatura brasileira e mundial, acabam de sair os contos inteiros em tradução alemã por Luis Ruby. Eles rompem os limites convencionais do pensamento e da linguagem. Com profundidade e humor eles dão conta do prazer feminino, do desejo na idade madura, da complexidade da vida e da eterna liberdade da escrita. Este serão quer aproximar-nos de Clarice, das etapas de sua vida atribulada e dos motivos de sua escrita.

Moderação: Maike Albath
Leitura: Annette Paulmann (Teatro Münchner Kammerspiele)

Clarice Lispector nasceu em 1920, na Ucrânia, filha de pais judeus e cresceu no Nordeste brasileiro. Estudou direito e teve, como esposa de diplomata, uma vida agitada, cheia de glamour, e, ao mesmo tempo, eivada de rebeldia. A sua estreia com o romance “Perto do coração selvagem” em 1943 causou grande admiração por quebrar múltiplas convenções de escrita. Marcada por doença e consumo de medicamentos, Clarice viria a falecer em 1977, apenas com 56 anos.

Sinal de vida de um país, atualmente o segundo mais atingido pela pandemia do corona-vírus: Luiz Ruffato, incontestavelmente uma das mais relevantes vozes do Brasil, apresenta através de uma leitura em formato digital seu conto inédito „Jogo, água, fogo, mágoa“, traduzido para alemão por Michael Kegler. Em seguida estará aberto o debate entre autor e tradutor, havendo a possibilidade de participar no diálogo, através do chat.

Luiz Ruffato nasceu em 1961 em Cataguases, Minas Gerais. Teve várias profissões, como vendedor e mecânico, e estudou jornalismo. Seus romances (em alemão na editora Assoziation A) assumem uma visão crítica perante a realidade brasileira, retratando os que não têm voz e atentando à forte estratificação da sociedade. Sua concepção de literatura se define em uma frase sua: „Para mim, escrever é compromisso.“ O escritor vive em São Paulo.

O tradutor Michael Kegler nasceu em 1967 em Gießen, Alemanha e passou uma parte da sua infância na Libéria e no Brasil. Trabalhou como livreiro e jornalista, desde os finais dos anos 90 que traduz do português para alemão, sendo deste modo um difusor das literaturas lusófonas.

Em 2016 autor e tradutor foram agraciados com o prêmio literário „Internationaler Hermann-Hesse-Preis“.